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12 fevereiro 2025

Os Hebreus e o Estado de Israel

Por: Alcides Amorim 


"... Neste trabalho tentei fazer um resumo histórico e bíblico do povo hebreu, sua origem na Mesopotâmia, sua migração e instalação na Palestina, seu desenvolvimento como Nação, incluindo formas de governo, suas diásporas, o movimento sionista, a formação do Estado moderno de Israel e um pouco de sua situação atual.

(...)

Descrevemos neste resumo a história dos hebreus e/ou Israel até o momento, mas sabemos que muita coisa ainda envolverá este povo e sua relação com os demais povos, e com o Seu Deus, como dizem as profecias de seu Livro Sagrado... "

Acesse o trabalho, gravado em PDF, acessando:

= = = Os Hebreus e o Estado de Israel = = =

27 janeiro 2025

Nova República (3): José Sarney – muitos planos e poucos resultados

José Sarney

No processo de transição do Regime Militar para a chamada Nova República, Tancredo Neves é eleito presidente, em 15 de janeiro de 1985,  adoece e vem a falecer,  sem assumir o poder, em 21 de abril daquele ano. Seu vice, José Sarney assume então e governa o Brasil até 1990.

Dentre as primeiras medidas do governo Sarney, a mais importante no campo político foi restabelecer a eleição direta para presidente da República. As restrições à organização de partidos políticos foram diminuídas.

Mas era no campo econômico que se esperavam as medidas mais significativas, pois a inflação continuava afetando seriamente a economia. Para derrubar a inflação, o governo Sarney lançou um plano de grande impacto em 28 de fevereiro de 1986. Era o Plano Cruzado, que consistia em dois pontos principais: substituição do cruzeiro pelo cruzado sendo que cada cruzado correspondia a mil cruzeiros; e congelamento dos preços por um ano.

Um pouco mais sobre o Plano Cruzado: 

  • Reforma monetária, com a transformação da moeda Cruzeiro em Cruzado, o qual valia 1000 vezes mais;

  • Congelamento dos preços em todo o varejo pelo prazo de um ano nos valores de 27 de fevereiro de 1986;

  • Congelamento e correção automática do salário quando os índices atingissem 20% de inflação;

  • Adiantamento de 33% do salário mínimo;

  • Congelamento da Taxa de Câmbio;

  • Criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) para a implementação do Plano de Metas responsável pela área de infra-estrutura econômica e insumos básicos.
Inicialmente a maioria da população apoiou as medidas do governo. Muitos consumidores fiscalizavam os preços e denunciavam os comerciantes que não os respeitavam. Mas logo surgiram problemas: começaram a faltar mercadorias; empresários passaram a fazer pequenas modificações (maquiagem) nos produtos para lançá-los como novos, com preço mais alto; fazendeiros negavam-se a vender o gado pelo preço de tabela; os empresários e comerciantes começaram a cobrar ágio – valor além dos preços de tabela – dos produtos em falta no mercado; o valor dos aluguéis novos disparou...

O governo não conseguia resolver esses problemas, pois o controle dos preços era muito difícil numa país tão grande. E algumas matérias-primas importadas tinham seu preço constantemente aumentado, levando os fabricantes a repassar esse aumento ao preço dos produtos nacionais.

No fim do ano, a inflação voltou a subir. O ministro da Fazenda, Dílson Funaro, responsável pelo Plano Cruzado, demitiu-se e foi substituído por Luís Carlos Bresser Pereira. Bresser tentou, sem êxito, controlar a crise e também saiu do governo no final de 1987. Seu sucessor, Maílson da Nóbrega, também não obteve sucesso com o Plano Verão, de janeiro de 1989, que novamente congelou preços e salários e substituiu o cruzado pelo cruzado novo. No final do governo Sarney a inflação chegou a 85% ao mês.

Em 15 de novembro de 1986, foram eleitos novos deputados e senadores; além das tarefas normais como congressistas, eles tinham a importante incumbência de elaborar uma nova Constituição. Por isso, esse Congresso tinha também a função de Assembleia Nacional Constituinte.

Os trabalhos foram iniciados em fevereiro de 1987. A Constituição era uma antiga reivindicação da sociedade. Diversos setores mobilizaram-se para participar da Constituinte, nas diversas comissões que se formaram. A legislação relativa ao trabalho e ao vínculo dos empregados com as empresas sofreu diversas alterações. A nova Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988, assunto do qual falaremos em outro post.

Principais datas e acontecimentos:

  •  1985 – Morte de Tancredo e posse de Sarney.
  • 1986 – Lançamento do Plano Cruzado, por Dílson Funaro.
  • 1986 – Eleição de deputados e senadores.
  • 1987 – Lançamento do Plano Cruzado Novo, por Bresser Pereira.

  • 1987 – Formação da Assembleia Nacional Constituinte.

  • 1988 – Promulgação da atual Constituição, em 5 de outubro daquele ano.

  • 1989 – Lançamento do Plano Verão, por Maílson da Nóbrega.
  • 1990 – Fim do governo Sarney e eleições gerais. Pela primeira vez todas as 27 unidades federativas do país elegeram seus governadores, deputados federais, senadores e presidente. Os candidatos vitoriosos para a presidência da república foram: Collor de Melo (presidente) e Itamar Franco (vice).
  • 1990 – Sarney mudou seu domicílio eleitoral para o Amapá, onde é eleito senador.

Em síntese, o Governo Sarney teve muitos planos e poucos resultados.

Veja também o vídeo a seguir:

Referências bibliográficas:

José Sarney. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/jose-sarney/. Acesso em: 23/01/2025.

PILETTI, Nelson & Claudino. História: EJA (Educação de Jovens e Adultos), Ensino Fundamental, Vol. II (texto adaptado). São Paulo: Ática, 2003.

Plano Cruzado. Toda Matéria, [s.d.]. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/plano-cruzado/>. Acesso em: 23/01/2025.

13 janeiro 2025

Nova República (2): Tancredo Neves, o presidente que não assumiu o poder

 

Tancredo Neves enfermo, ao lado de seus médicos [1]

Como vimos aqui, a eleição indireta de Tancredo Neves representou o auge da transição entre o Regime Militar e a Nova República. A emenda de Dante de Oliveira em 1984, que restabelecia eleição direta para presidente, proposta ao Congresso, não foi votada, por falta de quórum, mas o movimento das “Diretas Já!” ganhou ainda mais força com manifestações por todo o Brasil. Surgiram então algumas alianças para disputar o poder.

1. A Vitória de Tancredo

O PDS, partido onde se concentraram os ex-integrantes da Arena, divide-se, entre três candidatos: Aureliano Chaves, Mário Andreazza e Paulo Maluf. O primeiro, percebendo a pouca chance que tinha, retira a candidatura. Paulo Maluf vence com facilidade a convenção, habilitando-se à sucessão presidencial. Tal vitória, porém, leva a uma fragmentação do PDS, dando origem ao Partido da Frente Liberal (PFL). Formado por grupos derrotados na convenção que elegeu Maluf, tal partido se aproxima da candidatura oposicionista de Tancredo Neves, do PMDB. A aliança implica ceder a vice-presidência a um membro do PFL, no caso José Sarney, ex-arenista.

Em 15 de janeiro de 1985, a oposição chega ao poder com a vitória de Tancredo e de seu vice Sarney. Mas Tancredo Neves morre antes de tomar posse. Depois de muito impasse e da decepção política que envolve a escolha, prevaleceu a determinação legal que garantia a posse do vice-presidente José Sarney ao poder, interinamente, em 15 de março de 1985, e em 21 de abril de 1985, de forma definitiva. E governa o Brasil até 1990.

2. Questionamentos [2] acerca da morte de Tancredo

A versão oficial sobre a morte de Tancredo é que ela teria sido provocada por diverticulite - doença inflamatória no intestino grosso –, e veio a falecer com 75 anos antes de tomar posse, em São Paulo, em 21 de abril de 1985. Mas muitos acreditam que ele teria sido assassinado por meio de envenenamento ou mesmo baleado.

A hipótese de envenenamento de Tancredo tem relação com outra morte, a do seu mordomo João Rosa, em circunstâncias parecidas, isto é, ele teria sentido os mesmos sintomas e dores de Tancredo. O mordomo João, que morreu um dia depois do Presidente, também foi diagnosticado como sendo diverticulite a causa de sua morte.

A outra hipótese, a de um possível assassinato, diz-se que no dia anterior à sua posse, Tancredo estava numa missa em Brasília, para celebrar a vitória, sentiu-se mal e foi internado no Hospital de Base de Brasília, um local sem as condições necessárias para realizar as cirurgias às quais Tancredo foi submetido. A UTI do hospital estava em reforma. Mas por algum motivo desconhecido os médicos impediram Tancredo de ir para São Paulo, onde poderia ser melhor tratado.

A própria data do seu falecimento também é discutida. Há quem acredite que o anúncio da sua morte foi propositalmente feito no Dia de Tiradentes (21 de abril), mas que Tancredo Neves já teria morrido dias antes.

Conspirações ou não, o certo é que a morte de Tancredo é tema de muitas suspeitas e discussões. Veja também o vídeo [3], a seguir, acerca do da polêmica morte de Tancredo Neves.



Fontes:

  • [1Foto: Os bastidores da foto mais polêmica de Tancredo Neves. In: <https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/almanaque/presidente-morto-vivo-os-bastidores-da-foto-mais-polemica-de-tancredo-neves.phtml>. Acesso em: 08/01/2025.

  • [2] Texto:

a) A misteriosa morte de Tancredo Neves, um trabalho do aluno Fabrício Ma, do 8º Ano... Disponível em: https://colband.net.br/2013/05/25/a-misteriosa-morte-de-tancredo-neves/. Acesso em: 08/01/2025.

b) A morte de Tancredo. Disponível em: https://averdadenomundo.blogspot.com/2011/06/morte-de-tancredo-neves.html.  Acesso em: 08/01/2025.

c) Tancredo Neves. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/tancredo-neves/. Acesso em: 08/01/2025. 

06 janeiro 2025

Nova República: (1) do fim do Regime Militar às “Diretas Já!”

 Por: Alcides Amorim

O dia em que a ditadura acabou (Gazeta do Povo, 14/01/2015)


Em meio à repressão e censura do Regime Militar, movimentos de protesto exigindo eleições livres e diretas, fim do regime, melhorias salariais e condições de trabalho foram constantes nos anos 70 e início dos 80. Os eleitores valiam-se das próprias eleições para manifestar sua oposição ao regime. Nas eleições de 1970, houve 60% de votos nulos e em branco; nas de 1974, os partidos de oposição foram vitoriosos; em 1978, o governo obteve a maioria graças aos “senadores biônicos” (senadores nomeados) e foi obrigado a manter as eleições indiretas para governador para não perder em muitos estados; nas eleições para governador, em 1982, o governo foi o grande derrotado, com a vitória dos partidos de oposição.

1. João Figueiredo e a abertura política

João Figueiredo

Durante o último presidente militar, João Baptista Figueiredo (1918-1999), foi consolidada a abertura política do país através da Lei da Anistia, a Lei 6683, de 1979, que das eleições diretas para o Congresso e os governos dos estados.

Passeata pela anistia no Rio de Janeiro

Com a abertura política, o processo de democratização passava, ainda, pela garantia da pluralidade partidária. Até então, o Brasil vivia o bipartidarismo e somente existiam dois partidos: a Arena (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro). Mas Figueiredo permitiu a criação de vários partidos. Assim surgiram:

  • PDS (Partido Democrático Social), onde se concentraram os ex-integrantes da Arena;
  • PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), integrado por aqueles que formaram o MDB e liderado pelo deputado Ulysses Guimarães;
  • PP (Partido Popular), fundado pelo deputado Tancredo Neves;
  • PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), fundado por Getúlio Vargas;
  • PDT (Partido Democrático Trabalhista) de orientação à esquerda e liderado por Leonel Brizola
  • PT (Partido dos Trabalhadores), fundado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

E também na gestão de João Baptista Figueiredo, foi aprovado o projeto que garantia o voto direto para governadores e prefeitos, deputados e senadores, mas não para presidente.

2. Campanha das “diretas já!”

A oposição estava suficientemente fortalecida a ponto de lançar um movimento pelo retorno das eleições diretas para presidente. Como é sabido, desde 1964 esse processo era controlado, por intermédio do Congresso Nacional, pelas forças armadas. A campanha pelas “Diretas Já!” consegue grande adesão popular, sendo registrados comícios com até um milhão de pessoas. Em 1984, a emenda Dante de Oliveira – que restabelece a eleição direta para presidente – é proposta ao Congresso. No entanto, por falta de quórum, não é votada. Embora não tenha atingido seu objetivo principal, a mobilização popular influencia os meios de comunicação de massa, gerando divisões nas elites e fazendo recuar setores radicais do Exército. Pela primeira vez em vinte anos, os militares não controlam mais a sucessão presidencial. O PDS divide-se, então, entre três candidatos: Aureliano Chaves, Mário Andreazza e Paulo Maluf. O primeiro, percebendo a pouca chance que tinha, retira a candidatura. Paulo Maluf vence com facilidade a convenção, habilitando-se à sucessão presidencial. Tal vitória, porém, leva a uma fragmentação do PDS, dando origem ao Partido da Frente Liberal (PFL). Formado por grupos derrotados na convenção que elegeu Maluf, tal partido se aproxima da candidatura oposicionista de Tancredo Neves, do PMDB. A aliança implica ceder a vice-presidência a um membro do PFL, no caso José Sarney, ex-arenista e pedessista, que acompanha a dissidência liderada por Aureliano Chaves, vice-presidente na gestão do general Figueiredo.

Em 15 de janeiro de 1985, a oposição chega ao poder. A campanha, porém, é exaustiva para o candidato vitorioso. Com mais de 70 anos e saúde debilitada, Tancredo Neves morre antes de tomar posse, em 21 de abril de 1985. Apesar da decepção política da maioria dos brasileiros, a determinação legal que garantia a posse do vice-presidente foi acatada e José Sarney tomou posse interinamente em 15 de março de 1985 e em abril de 1985, com a morte de Tancredo, de forma definitiva a presidência da república, tendo que lidar com a hiperinflação e a recessão econômica instalada no Brasil.

Portanto, a chamada ditadura militar terminou em 1985, com a eleição de Tancredo Neves, ainda de forma indireta, mas com a Presidência da República nas mãos de um civil depois de 21 anos.

A seguir, veja o vídeo abaixo Redemocratização do Brasil: revelando os 4 fatos que marcaram o fim da ditadura militar.

Referências bibliográficas:

BEZERRA, Juliana. João Baptista Figueiredo. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/joao-baptista-figueiredo/>. Acesso em:

31/12/2024.

_______________. José Sarney. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/jose-sarney/. Acesso em: 31/12/2024.

DEL PRIORI, Mary e VENANCIO, Renato. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010.

TODA MATÉRIA. Redemocratização do Brasil: revelando os 4 fatos que marcaram o fim da ditadura militar. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DAxqtxYnqU0. Acesso em: 31/12/2024.

31 dezembro 2024

A Nova República: 1985 a 2022 (Introdução)


Os historiadores costumam chamar o período pós-1985 de Nova República ou Redemocratização. Teve início com o fim da Ditadura Militar e segue até o momento. Portanto, é um período que ainda está em vigência. Queremos destacar os principais fatos e medidas dos governantes deste período até 2022: fim do Governo Bolsonaro.

O início da Nova República foi marcado por graves crises econômicas que geraram a chamada hiperinflação. Além disso, o primeiro presidente eleito pelo povo renunciou ao cargo quando estava prestes a sofrer um impeachment. Também foi marcado por muitos escândalos de corrupção, mortes suspeitas, instabilidade política e crise entre os poderes.

 A seguir, enumero os temas/assuntos que pretendo desenvolver acerca deste período, conforme segue:

  • Jose Sarney: muitos planos e poucos resultados. 
  • A Constituição de 1988. 
  • Fernando Collor de Mello: impeachment e renúncia. 
  • Itamar Franco e o Plano Real. 
  • Fernando Henrique Cardoso. 
  • Luís Inácio Lula da Silva. 
  • Dilma Rousseff. 
  • Michel Temer. 
  • Jair Bolsonaro.

Quero destacar também o vídeo, a seguir, do Canal Fatocioso, que destaca: “... o quinto período da República no Brasil é conhecido como Nova República, e teve início em 1985, quando o vice-presidente eleito José Sarney assumiu a presidência do Brasil, após a morte do cabeça de chapa, Tancredo Neves. A nova República estabeleceu as eleições diretas em todos os níveis e tornou a legalizar os partidos políticos. Houve também o fim da censura e garantiu-se o direito de greve, e de liberdade sindical, além dos direitos trabalhistas, que foram aumentados. Saiba mais sobre a história da República no Brasil.” In:


Referências bibliográficas:

HISTÓRIA DO BRASIL: Colônia, Império e República. Conheça cada um desses momentos! Disponível em: <https://www.brasilparalelo.com.br/artigos/historia-do-brasil>. Acesso em: 26/12/2024.

PILETTI, Nelson & Claudino. História: EJA – Educação de Jovens e Adulto – Ensino Fundamental, 4º Ciclo. São Paulo: Ática: 2003.

PRESIDENTES DA NOVA REPÚBLICA DO BRASIL. Canal Fatocioso. In: <https://www.youtube.com/watch?v=a5O062nyzbI>. Acesso em: 26/12/2024.

17 dezembro 2024

Ciro, o persa... e outros

Por: Alcides Barbosa de Amorim

O rei Ciro, ao qual nos referimos aqui, também chamado de Ciro II e Ciro, o Grande, foi responsável pela formação do Império Persa e a efetivação de uma política de expansão territorial, consolidando um dos maiores impérios da Antiguidade. E também foi um instrumento de Deus em favor de Israel, chamado inclusive por Deus de “meu pastor” e meu “ungido”.

Ciro, o grande, com o seu cilindro [1]

1.  Ciro e o Império Persa

O planalto do Irã, região montanhosa e desértica, situado à leste do Crescente Fértil [2], entre a Mesopotâmia e a Índia, foi povoado pelos medos e pelos persas. A princípio, os persas eram dominados pelos medos. Essa situação se inverteria por volta de 559 a.C., pois nessa época, sob o comando de Ciro, os persas dominaram os medos e passaram a controlar a região.

Com Ciro, os persas se estenderam por um largo território e conquistaram vários reinos como Babilônia, Egito, Reinos da Lídia, Fenícia, Síria, Palestina e regiões gregas da Ásia Menor. Ciro governou entre 559 e 530 a.C.

Ciro era descendente de Teispes, neto de Ciro I e filho de certo Acaemênio Cambises. Dentre suas virtudes destacamos o fato de que ele respeitava os costumes e religiões dos povos conquistados e defendia os direitos humanos. Por conta disto Ciro gozava de elevada reputação também entre os judeus.

Ciro era da Dinastia Aquemênida e depois dele, segue a lista de reis desta dinastia [3]: Cambises II (530-522 a.C.); Esmérdis (522 a.C.); Dario I, o Grande (522-486 a.C.); Xerxes I (486-465 a.C.); Artaxerxes I (465-424 a.C.) etc., até a conquista do Reino por Alexandre, o Grande (336-323 a.C.). Para nosso propósito, no entanto, queremos destacar apenas a pessoa de Ciro, o Grande, e como ele chegou à Babilônia, em 539 a.C., pondo fim à hegemonia babilônica, como – teologicamente falando – um instrumento de Deus para a realização de sua vontade naquele momento histórico, sobretudo em favor de Israel.

2.  Ciro e a conquista de Babilônia

Em Isaías 44.28 se lê: “Que digo de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado”. Ligando os textos bíblicos com a história, sabemos que aqui foi a primeira vez que Ciro é mencionado pelo nome. E o nome Ciro foi profetizado por Isaías cerca de mais de 150 anos antes de ele nascer, pois Isaías profetizou entre 740 e 701 a.C. e Ciro, o persa, reinou entre 559 e 530 a.C.

Deus governa sobre toda a terra usando pessoas como instrumentos para cumprirem seus propósitos. No texto de Isaías 44.24 até 45.25, o instrumento que Deus usou foi Ciro, chamando-o, inclusive de “meu pastor” (44.28) e “ungido” (45.1). Com esse último título (ungido), por exemplo, Ciro é, em determinado sentido, considerado o precursor gentio, ou tipo do Messias: Jesus Cristo. W. Fitch [4] destaca que “... Flavo Josefo (Antiguidades [5], 11:1, seção 2) registra que mostraram a Ciro esta profecia quando ele entrou na Babilônia, resolvendo logo o monarca dar-lhe cumprimento...”. Sabe-se que Isaías faleceu provavelmente em 701 a.C., e em seu trabalho sobre o assunto Gabriel Girotto Lauter afirma que “... isso faz com que muitos tenham dificuldade em crer que se trata de uma profecia genuína, mas defendem que essa porção do livro tenha sido escrita no período em que os fatos aconteceram...[6]”. Mas, como sabemos pelas Escrituras, Deus anuncia o “fim” desde o “princípio” e “... desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam...” (Is 46.10).

Considera-se que a expressão “Que diz a profundeza: ‘seca-te’” (Is 44.27) seja um ardil de que Ciro se serviu para conquistar Babilônia. Nabonido era o rei na época e foi o último governante da Babilônia. “Por artes de engenharia, [Ciro] desviou as águas do Eufrates do seu curso através da cidade, e fez com que os seus soldados entrassem nela pelo leito seco do rio” (Fitch, Nota 4). Isto ocorreu em 539 a.C. Mas, segundo ainda Lauter, “... as tropas de Ciro sitiaram a cidade e seu general entrou nela sem precisar lutar. O povo da Babilônia recebeu Ciro como libertador e não como conquistador...” (Idem, Nota 6). Heródoto, segundo Fitch, informa ainda que “... as portas de Babilônia eram em número de cem. Todas elas se abrirão [abriram] de par em par, revelando tesouros ocultos, escondidos nas caves e lugares secretos da cidade[7]. Bem, podemos resumir o que diz a Bíblia acerca de Ciro, assim, conforme os cinco primeiros versos do capítulo 45 de Isaías:

  • Deus escolheu Ciro como seu agente para cumprir sua divina vontade. E ai dos que se opusessem ao seu governo!
  • Deus o ungiria como rei, iria à sua frente e aplanaria as montanhas.
  • Deus arrebentaria portões de bronze e quebraria trancas de ferro.
  • Deus lhe daria tesouros escondidos e riquezas guardadas em lugares secretos.
  • Ciro cumpriria a vontade do Deus de Israel mesmo não conhecendo-O.

Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão. Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro. Dar-te-ei os tesouros escondidos, e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome. Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu te chamei pelo teu nome, pus o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses. Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças...” (Is 45.1-5).

3.    O decreto de Ciro e o fim do cativeiro

Importante destacar que o Soberano Deus usa reis e outras importantes personalidades como Lhe apraz, seja para castigar ou abençoar o seu povo. Por exemplo, Deus usou também outro rei, este último, porém, com caráter e postura muito diferentes de Ciro, há uns 70 anos antes, por volta de 607 a.C., que foi Nabucodonosor, chamando-o “meu servo” (Jr 27.6), para castigar seu povo, levando-o cativo para a Babilônia. “E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos” (Jr 25.11), disse o Senhor. Mas “... no ano primeiro de Dario [8], filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus” (Dn 9.1), Daniel entendera pela leitura dos escritos de Jeremias (Dn 9.2), que o cativeiro estava chegando ao fim. E se pôs a orar ao seu Deus. A resposta vinda a ele pelo anjo Gabriel (Dn 9.21) fala da “... ordem para restaurar e para edificar Jerusalém...” (v. 25) até do surgimento do “... príncipe, que há de vir...” (v. 26), assunto do qual já falamos aqui.

Sabemos que a ordem de saída trata-se do edito de Ciro, assinado em 538 a.C., que põe fim ao cativeiro babilônico. Isto significa que Ciro tomou esta decisão um ano após ter conquistado o Império Babilônico. Veja 2Cr 36.22,23; Ed 1.2; 5.13; 6.3. Ciro também devolveu os vasos pertencentes ao templo (Ed 1.7) e proveu fundos para a obra de reabilitação de Judá (Ed 3.7).

O texto do decreto de Ciro tal como foi descrito em Esdras 1.1-4, “... poderia sugerir que Ciro cria em Jeová. No entanto, sabemos pelas inscrições do próprio Ciro que ele também atribuiu as suas vitórias ao deus babilônico Marduc. É provável que Ciro sentisse respeito por vários deuses em geral e redigisse os seus decretos a todas as nações. Provavelmente pediu a qualquer dirigente judaico (quem sabe se Daniel) para redigir o decreto de forma que este fosse aceitável para os judeus[9]. Ciro era benquisto por todos os seus governados, mas não alguém que se convertera ao Deus dos judeus. Mesmo assim, Deus o usou pois como Ele diz: “Eu fiz a terra, o homem, e os animais que estão sobre a face da terra, com o meu grande poder, e com o meu braço estendido, e a dou a quem é reto aos meus olhos” (Jr 27.5); “... o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer" (Dn 4.32). Aliás, a referência de Daniel 4.32, é uma continuação da explicação de Daniel a respeito do sonho que Nabuconosor teve, que dizia respeito à queda da “grande Babilônia”, assim considerada pelo rei. "A sentença sobre Nabucodonosor cumpriu-se imediatamente. Ele foi expulso do meio dos homens e passou a comer capim como os bois. Seu corpo molhou-se com o orvalho do céu, até que os seus cabelos e pelos cresceram como as penas de uma águia, e as suas unhas como as garras de uma ave” (Dn 4.33). O Império Persa também chegou ao fim, em 330 a.C. através do grande rei Alexandre da Macedônia. Veja: “Agora, pois, vou dar-lhe a conhecer a verdade: Outros três reis aparecerão na Pérsia, e depois virá um quarto rei, que será bem mais rico do que todos os outros. Quando ele tiver conquistado o poder com sua riqueza, instigará todos contra o reino da Grécia. Então surgirá um rei guerreiro, que governará com grande poder e fará o que quiser” (Dn 11.2-3). O rei guerreiro (poderoso) mencionado no verso 3 trata-se de Alexandre, o Grande. Mas o fim deste também já estava previsto: “Depois que ele [Alexandre] surgir, o seu império se desfará e será repartido para os quatro ventos do céu. Não passará para os seus descendentes, e o império não será poderoso como antes, pois será desarraigado e dado a outros” (v. 4). E assim, temos uma sucessão de reinos e governantes até a volta do”... REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.16).

4.  Existem “Ciros” nos dias atuais?

Como dissemos acima, Deus usou no passado e ainda usa – no presente –, pessoas para exercerem determinadas tarefas segundo a sua vontade no mundo, sejam elas pessoas honestas, religiosas ou não. Normalmente – podemos afirmar – que Deus interfere na história quando determinados fatos têm relação direta com Israel. Devemos lembrar que segundo a Bíblia, quem não é judeu ou israelita é chamado de “gentio”[10(ou estrangeiro), e embora a graça de Deus abranja toda a humanidade [11], há uma aliança dEle específica com seu povo: Israel. De modo que todos que aceitam crer e servir a Deus, tornando-se parte da Igreja de Cristo, têm que ter em mente que o Deus em quem eles creem como cristãos é antes de tudo o Deus de Israel. Portanto, o Deus dos cristãos é o mesmo Deus dos judeus. Não é concebível ser cristão e antissemita, por exemplo. A propósito, veja este meu artigo sobre o assunto: Semitismo, antissemitismo e xenofobia.

Seguindo este raciocínio, podemos dizer que outros “Ciros” (figurativamente e talvez de menor importância) foram e estão sendo usados hoje através da história, para o bem de Israel e de sua Igreja, assim como outros “Nabucodonosores”, “Faraós” ou “Herodes”..., mas para o castigo e/ou disciplina do seu povo. Interferência na história e negócios dos homens é um dos meios como Deus como “Senhor da História”. A tolerância dos pecados homens tem um tempo determinado por Deus. Assim, podemos dizer que Deus interviu em alguns momentos da história modificando seu rumo e permitiu em outros momentos as ações de governantes – inclusive tiranos – para um julgamento posterior. Diversas passagens bíblicas como Ezequiel 38 e 39, Zacarias 12 e 14, Apocalipse 14 etc., tratam do juízo de Deus no futuro, de nações rebeldes e inimigas de Israel. Disse Deus: “Por meu intermédio os reis governam, e as autoridades exercem a justiça; também por meu intermédio governam os nobres, todos os juízes da terra” (Pv 8.15,16 – NVI).

Bem, sobre o holocausto, por exemplo, será que Hitler foi usado ou teve permissão de Deus para praticar aqueles horrores que ele fez aos judeus, matando cerca de seis milhões deles? Ele se gabava, por exemplo, de ter sido escolhido por Deus para castigar os judeus. Aliás, veja aqui, qual foi também a posição cristã católica (mais especificamente, do Papa Pio XII)  e protestante (principalmente de Dietrich Bonhoeffer) sobre as atitudes de Hitler durante a segunda guerra mundial.

Em linhas gerais, como nos Estados Modernos não há reis com poderes absolutos (ou não deveriam ter) e sim democráticos, que dependem da escolha dos seus líderes pelos cidadãos de seus respectivos países, entendo – como um cristão conservador – que para errarmos menos, devemos votar em nossos representantes, seja do Poder Legislativo, mas principalmente do Executivo, que, em linhas gerais, sejam pró-Israel; defensores da cultura judaico-cristã – não se trata de defesa do etnocentrismo ocidental ou do cristianismo apenas –, conservadores que reconhecem os fundamentos do Cristianismo e da Bíblia como alicerce da civilização ocidental; defensores de princípios como honestidade, família tradicional (pai, mãe, filhos), liberdade de comércio, de imprensa e de crença (seja ela qual for); que sejam defensores do Estado laico e não laicismo... Além disso, por princípio, os conservadores são contrários ao Comunismo e defensores do Capitalismo. Como já falamos aquio conservadorismo implica em preservar valores, costumes e tradições da cultura judaico-cristã. Portanto, se alguém é antissemitista, e anticristão, por exemplo, não pode ser considerado um conservador, ao passo que na sociedade, alguém que mesmo não sendo ... cristão, mas aceita os valores cristãos como moral, ética etc., conseguem conviver muito bem com os conservadores...”.

Votando então à questão de que se existem “Ciros” nos dias atuais, podemos afirmar que governantes que consideram os princípios acima sine qua non em sua administração podem ser um Ciro moderno. E acrescento que os que assim o fazem presenciam prosperidade econômica e social em seus países, com as devidas proporções, obviamente, porque na sociedade, aqueles que não aceitam tal postura lutam (e muito) contra suas aplicações das medidas que defendem.

Um exemplo de líder político conservador que até certo ponto, pode se assemelhar a um “Ciro” moderno é Donald Trump nos EUA. Uma matéria do Portal Vox [12], publicada em março de 2018, trazia o título: A história bíblica que a direita cristã usa para defender Trump. A história bíblica é exatamente a de Ciro, o persa. Segundo a matéria, há até uma moeda mostrando Trump e Ciro lado a lado. O apelo e o desejo da direita estadunidense de ver Trump presidente do seu país (agora, novamente eleito), significa que esta (grande) parcela da sociedade norte-americana goza dos mesmos princípios que Trump. Acho que estas pessoas não esperam um Trump santo, mas um líder que defende os princípios descritos acima: judaico-cristãos e base da civilização ocidental. Mas o que mais leva em conta na comparação de Trump com Ciro é o fato de ambos defenderem Israel. A maioria dos que apoiam e votam em Trump, portanto conservadores, é cristã. E estes cristãos entendem que a bênção de Abraão está sobre os que apoiam os filhos de Abraão: “E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3).

De 2016 para cá, passei a observar o perfil de outro líder político brasileiro: Jair Bolsonaro. Na época, eu ainda achava que PSDB, por exemplo, era partido de direita. Mas quando percebi que Bolsonaro não era bem quisto nem pela extrema esquerda e nem pelos psdbistas passei a questionar o porquê daquele deputado federa na época ser tão perseguido. Mais adiante, em setembro de 2018, quando levou uma facada acabei descobrindo que quem eu achava ser de direita, na verdade era apenas uma oposição faz-de-conta da extrema-esquerda. Foi nesta época que conheci a expressão de Olavo de Carvalho: “o teatro das tesouras”. A defesa da crença em Deus, de apoio a Israel, da família tradicional etc., foram os temas que mostram a grande diferença entre os verdadeiros conservadores e os demais. Jair Bolsonaro está sempre cercado de apoiadores e conta com grande popularidade dos conservadores, cristãos, em sua maioria. E mesmo inelegível (no momento, pelo menos – dezembro de 2024) [13] e mesmo depois de tanta perseguição que sofreu durante o seu governo (2019-2022), ainda mantém seu slogan: “Deus, Pátria, Família e Liberdade”. Portanto, embora odiado pela esquerda ele é recompensado pelo apreço da maioria dos cristãos por conta desta sua defesa dos mesmos princípios conservadores, mas que – podemos afirmar – seus princípios servem para todos. O país de Jair Bolsonaro é muito diferente do de Trump, e não teria a mesma relevância. Quando o Presidente dos EUA fala ou toma alguma medida, esta tem repercussão internacional. A mesma atitude de Jair Bolsonaro não teria o mesmo efeito, mas seu país e parte do mundo seriam beneficiados como já foi entre 2019 e 2022, em meio a um turbilhão de críticas de opositores, pandemia, justiça trabalhando contra e assim por diante. Por que ele não foi reeleito em 2022? Bem, este é assunto do qual não podemos falar hoje no Brasil. Outros líderes conservadores, como Javier Milei, na Argentina, Nayib Bukele em El-Salvador, Giorgia Meloni na Itália e outros seguem no mesmo caminho.

Concluindo, o governo de Ciro, o persa, é visto como um governo ideal. Deus usou sua pessoa e outros como seus instrumentos e também abençoa os que têm os princípios conservadores como norteadores de suas administrações. Mas embora, mesmo sendo cidadãos que votamos para escolher nossos representantes, não podemos nos esquecer de que Deus governam as nações. E ao que espiritualmente observo, Deus está permitindo nosso país passar pelo que está passando: Judiciário aliado a um Executivo de extrema-esquerda, portanto contrário aos princípios conservadores. Diz a Palavra de Deus: “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas” (Rm 13.1). Por meu intermédio os reis governam, e as autoridades exercem a justiça; também por meu intermédio governam os nobres, todos os juízes da terra” (Pv 8.15,16). “Na verdade, as nações são como a gota que sobra do balde; para ele [o Senhor] são como o pó que resta na balança; para ele as ilhas não passam de um grão de areia” (Is 40.15). Que as Nações atuais tenham ou não seus Ciros, o certo é que:

“Já refulge a glória eterna de Jesus, o Rei dos reis

Breve os reinos deste mundo seguirão as Suas leis

Os sinais da Sua vinda mais se mostram cada vez

Vencendo vem Jesus...

(...)

E, por fim entronizado, as nações irá julgar

Todos, grandes e pequenos, o Juiz hão de encarar

E os remidos, triunfantes, lá no Céu irão cantar

Venceu o Rei Jesus!!!”

(in: Cantor Cristão: 112) [14].



Notas / Referências bibliográficas
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  • [2] O Crescente Fértil “... corresponde a uma região do Oriente Médio, com aproximadamente 500 mil km2 de extensão. Está localizada entre a Jordânia, Líbano, Síria, Egito, Israel, Palestina, Irã, Iraque e parte da Turquia. Abriga grandes rios tal qual o Nilo, Tigre, Eufrates e Jordão. Todos eles tornaram a agricultura o principal meio de subsistência das primeiras grandes civilizações da antiguidade oriental... O ‘Crescente Fértil’ ou ‘Meia Lua Fértil’ recebe esse nome uma vez que a região, se olhada no mapa, possui a forma de uma lua em estágio crescente...”. In: <https://www.todamateria.com.br/crescente-fertil/>. Acesso em: 06/12/2024.
  • [4] FITCH, W. Isaías. Apud: SHEDD, Russel P., Editor. O Novo Comentário da Bíblia, Vol. I. São Paulo: Vida Nova, 1963 (1ª ed.)., pág. 724.
  • [5] FLÁVIO JOSEFO foi um escritor e historiador judeu do século I d.C. Dentre suas obras está Antiguidades Judaicas (AJ). As Antiguidades dos Judeus detalham a história do povo judeu desde a narrativa da criação (Gênesis no Antigo Testamento) a época da escrita de Josefo (Novo Testamento e depois).
  • [6] LAUTER. Gabriel Girotto. Um estudo das profecias sobre Ciro presentes no livro do profeta Isaías. Disponível em:  <https://revista.batistapioneira.edu.br/index.php/ensaios/article/view/102/141>. Acesso em: 09/12/2024.
  • [7] In: FITCH, Nota 4, pág. 724.
  • [8] Dario I, o Grande (522-486 a.C.), foi o quarto rei da Dinastia Aquemênida. Como o Decreto de Ciro, dando oportunidade para os judeus voltarem para sua terra foi assinado em 538 a.C., entende-se que esta oração de Daniel ocorreu cerca de pelo menos uns trinta anos depois. E muita gente ainda não tinha voltado para Israel nesta época.
  • [9] WRIGHT, J. Stafford. Esdras. Apud: SHEDD, Russel P., Editor. O Novo Comentário da Bíblia, Vol. I. São Paulo: Vida Nova, 1963 (1ª ed.)., pág. 431.
  • [10] Os hebreus, povo escolhido por Deus, através de Abraão, com o tempo teve seu Estado, chamado Reino de Israel. Depois de Salomão, houve uma divisão do reino em Israel, formado por dez tribos do Norte, e Judá, formado por duas tribos do Sul. São as tribos do Sul que foram levadas por Nabucodonosor para a Babilônia. Depois disto, o adjetivo judeu (de Judá) passou também a ser sinônimo de hebreu e israelita. O profeta Daniel fala que depois da 69ª semana (Dn 9.25-26 = 7 semanas + 62 semanas) o Messias (Jesus) seria cortado (morto). Jesus veio para todos: judeus e não-judeus, estes chamados de gentios. De judeus e gentios, Jesus, que “... de ambos os povos [judeus e gentios] fez um...” (Ef 2.14) formou sua Igreja. Portanto, os povos bíblicos são: judeus (povo escolhido), gentios (não-judeus) e igreja (judeus e gentios que receberam Cristo como seu Senhor e Salvador). Veja também a nota seguinte.
  • [11] Jesus “... veio para o que era seu [Israel], e os seus [maioria dos israelitas] não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam [Igreja], deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1.11-12).
  • [13] Enquanto escrevo isto – 14 de dezembro de 2024 –, ouço a notícia da prisão do ex-Chefe do Estado-Maior do Exército do Governo Bolsonaro (2019-2022). Por isso, acho que o caminho para a prisão do líder maior dos conservadores brasileiros, Jair Bolsonaro está aberto e a ditadura do Judiciário já está instalada no Brasil.
  • [14] Louvor "Vencendo Vem Jesus", apresentado pelo local da Igreja Memorial Batista/Brasília. In: <https://www.youtube.com/watch?v=uPn7eHATdS0>. Acesso em: 16/12/2024.