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14 de fevereiro de 2026

Religião Civil

Por: Richard V. Pierard [1]

Religião Civil: imagem ilustrativa [2]

Também chamada religião cívica, pública ou política, a religião civil refere-se à aceitação generalizada por um povo de um conjunto de traços político-religiosos ligados à história e ao destino da sua nação. Serve para relacionar a sua sociedade com o âmbito do significado último, possibilita a auto interpretação da sociedade e funciona como o simbolismo integrante da nação. É a "religião operante" de uma sociedade (Will Herberg), o sistema de rituais, símbolos, valores, normas e lealdades que atuam na vida contínua da comunidade e que lhe fornecem um senso abrangente de união que transcende todos os conflitos e diferenças internos. Uma religião civil é característica por referir-se ao poder dentro do Estado, contudo transcende aquele poder ao focalizar-se nas condições últimas. Teoricamente, fornece tanto a justificativa para o poder como uma base para criticar aqueles que o exercem. A fé "civil" deve, em certo sentido, ser independente da igreja como tal; de outra forma, será uma mera legitimação do Estado pela igreja. Deve ser também genuinamente uma "religião"; caso contrário, será apenas um nacionalismo secular (Phillip Hammond). Requer uma "teologia civil", porque esta oferece à sociedade um significado e um destino, interpreta a experiência histórica e fornece um senso de dinamismo, unicidade e identidade (Maureen Henry). Reduzida aos seus fundamentos, a religião civil significa que o estado utiliza um consenso de sentimentos, conceitos e símbolos religiosos - direta ou indiretamente, consciente ou inconscientemente – visando seus próprios propósitos políticos. Os comentaristas consideram-na uma fé religiosa "geral" e a contrastam com a fé "particular de grupos sectários ou denominacionais, que conseguem a lealdade de apenas um segmento da população.

Embora as características comumente associadas com a religião civil remontem até ao passado distante, à antiguidade clássica quando cada polis grega tinha seus próprios deuses, dogma e culto, Platão desenvolvesse as linhas gerais de uma teologia civil em A República, e o imperador romano funcionasse tanto como o sacerdote principal na religião do estado quanto como um objeto de adoração, o termo propriamente dito foi cunhado por Jean Jacques Rousseau em O Contrato Social (1762). Ele identificava a fé civil como algo que pudesse lidar com a diversidade religiosa e, ao mesmo tempo, firmar a lealdade do povo à sociedade civil, de modo que a paz social fosse conseguida e garantida depois de uma longa era de guerras destruidoras provocadas pelas diferenças religiosas. Foi somente nas décadas de 1950 e 1960, no entanto, que a religião civil veio a ser um tópico importante da discussão teológica. O catalisador que a impulsionou para o centro da atenção erudita foi um estudo apresentado pelo sociólogo Robert N. Bellah em 1965, que asseverava com ousadia: "Poucas pessoas têm percebido que realmente existe, lado a lado com as igrejas e bem claramente diferenciada delas, uma religião civil esmerada e bem institucionalizada nos Estados Unidos". O que se seguiu foi um debate caloroso quanto à natureza da fé pública, e até mesmo quanto à sua validade como conceito.

O problema chave era a definição, que continua como alvo de contenda e intensa confusão entre os estudiosos da religião civil. Russell E. Richey e Donald G. Jones procuraram resolver a dificuldade esboçando cinco significados gerais, essencialmente inter-relacionados entre si, propostos por vários escritores, especialmente aqueles que tratam do fenômeno norte-americano. São:

(1)  a religião folclórica – a religião comum que emerge do espírito do povo e da história da sociedade, e que está em concorrência com a religião particularista;

(2)  a religião universal transcendente da nação – uma  crença  que  a  nação  tem  em comum, que condena os costumes folclóricos do povo e da nação, e que corrige as tendências idólatras em formas específicas do cristianismo e do judaísmo;

(3)  o nacionalismo religioso – a nação assume um caráter soberano, transcendente em si mesma, tornando-se objeto de adoração e glorificação;

(4)  a democrática – os valores humanitários da igualdade, liberdade e justiça que existem sem necessariamente depender de uma deidade transcendente ou de uma nação espiritualizada que represente a religião civil na sua máxima qualidade;

(5)  a piedade cívica protestante – a fusão entre o protestantismo e o nacionalismo no espírito característico norte-americano, que se reflete no moralismo, individualismo, ativismo, pragmatismo e transformação do mundo em campo missionário.

Uma alternativa oferecida por Martin E. Marty propõe que há dois tipos de religiões cívicas: aquela que vê uma deidade objetiva e transcendente como o ponto de referência para o processo social (a nação sob a orientação de Deus) e aquela que ressalta a autotranscedência nacional. Dentro destes tipos há duas abordagens – a "sacerdotal", que é celebrativa, afirmativa e edifica a cultura, e a "profética", que é dialética, mas tende a ser condenatória. Na primeira categoria, ele inclui Dwight Eisenhower como sacerdote e Jonathan Edwards, Abraham Lincoln e Reinhold Niebuhr como profetas. No grupo auto transcendente nacional coloca Robert Welch, Richard Nixon e J. Paul Williams como sacerdotes, e Sidney Mead e Robert Bellah como profetas. Argumentando numa direção totalmente diferente, John Murray Cuddihy sustentava que a fé norte-americana nada mais é do que uma "civilidade religiosa", um código complexo de ritos que instrui as pessoas a serem religiosamente inofensivas, tolerantes e sensíveis para com as crenças de outras pessoas. John F. Wilson sugeriu que as ambiguidades no debate da religião civil têm sua origem nas "formas de análise misturadas de maneira não-critica e na confusão de modelos por parte dos diferentes intérpretes", e delineou quatro "construções" principais, sendo que cada uma delas é baseada num conjunto distinto de premissas e de tradições intelectuais. Os modelos são:

(1)  social – enfatiza cada coletividade ou entidade social como sagrada;

(2)  cultural – orientado em direção à análise do funcionamento de um conjunto específico de valores em termos da interação entre os membros de uma determinada ordem da sociedade, ou seja: a união e coerência simbólicas de uma sociedade;

(3)  político – examina o papel do comportamento e crenças religiosos dentro de uma sociedade política;

(4)  teológico – coloca o conteúdo da religião pública em uma estrutura abrangente de significado que providencia normas para a ordem política, para a cultura geral e para a sociedade como um todo.

Embora seja óbvio que a religião civil seja um conceito extremamente vago e controvertido, escritores têm detectado as suas manifestações numa vasta gama de países e sociedades, especialmente na Inglaterra, na África do Sul, no Japão e nos Estados Unidos. A maior parte da atenção tem sido dedicada ao cenário norte-americano, onde apareceu uma religião civil que permitiu que a nação fosse entendida de maneira transcendente ao passo que, ao mesmo tempo, o pluralismo religioso florescia nas raízes. Visto que havia uma necessidade de símbolos comuns para objetivos nacionais que nenhuma igreja individual poderia fornecer, e visto que as pessoas, sendo ou não membros de igrejas, sentiam-se livres para empregar símbolos religiosos, as chamadas instituições seculares e seus funcionários ocuparam um lugar de preeminência na religião civil. A ideologia que subjazia essa aliança entre a política e a religião era:

(1)  que Deus existe;

(2)  que a Sua vontade pode ser conhecida através de processos democráticos;

(3)  que a América do Norte tem sido o agente primário de Deus na história; e

(4)  a nação tem sido a principal fonte de identidade para os norte-americanos.

Eles [norte-americanos] eram considerados como o povo escolhido de Deus que fez o êxodo para a terra prometida além do mar, que veio a ser uma cidade num monte, uma luz para as nações, proclamando a mensagem da democracia como a doutrina de salvação que levaria a humanidade à liberdade, prosperidade e felicidade. Evidências da fé civil incluem figuras bíblicas e referências ao Deus Onipotente e à providência que têm permeado os discursos e os documentos públicos dos líderes norte-americanos desde os tempos mais antigos, a bandeira da nação exibida com destaque nos santuários das igrejas, a inclusão de "sob a orientação de Deus" no Compromisso da Lealdade, e, acima de tudo, o lema nacional: "Confiamos em Deus".

Aqueles que apoiam a religião civil insistem que as ideias de transcendência e aliança tornem a nação responsável, constituem-se em cimento numa sociedade que de outra forma é heterogênea, desafiam o país a concretizar seus ideais mais nobres e servem como instrumentos nas mãos de líderes políticos sábios (tais como Lincoln e Martin Luther King, Jr.) para inspirar as pessoas a galgarem níveis mais altos de realização.  Seus críticos a condenam por idolatrar a nação, por tentar os entusiastas patrióticos a distorcer e até mesmo falsificar a história nacional, a fim de fazê-la encaixar-se nos preconceitos da religião civil, de aviltar a dignidade de Deus reduzindo-O ao nível de uma deidade tribal, fornece uma ferramenta para os líderes públicos angariarem apoio para políticas e aventuras duvidosas, desconsiderando as necessidades das minorias subjugadas dentro da comunidade nacional.  Muitas pessoas comentam que a fé evangélica, bíblica, é incompatível com a religião civil, mas não há consenso quanto a isso na comunidade protestante conservadora.

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Veja também:

·        Cristianismo e Cultura.  

·        Cultura e Evangelho.

·        Cultura e religião: o homem e sua busca pelo transcendente.

·        Dogma e dogmatismo: breve análise teológica.


Fonte:

PIERARD, Richard. V. Religião Civil. In: Enciclopédia Histórico-Teológica. Editor Walter A. Elwell. São Paulo: Vida Nova: 1988, Vol. III (Pág. 272 a 275 – Texto adaptado). 



[1] R. V. PIERARD, Doutor da Universidade de Iowa. Professor de História na Universidade Estadual de Indiana, Terre Haute, Indiana, EUA… (E mais aqui).

[12] Imagem meramente ilustrativa que representa a fusão simbólica entre crenças religiosas e identidade nacional ou estatal, como bandeiras com cruzes, monumentos cívicos com elementos sagrados, criada por I. A. do Perplexity.ai com fonte identifica em: Shutterstock.com. Acesso em: 13/02/2026.

 

12 de janeiro de 2026

O Homem

Por: Myer Pearlman (*)

Somente Deus pode verdadeiramente revelar Deus. Esta revelação de si mesmo, tão necessária à salvação, encontra-se nas Escrituras. Da mesma fonte deriva a opinião de Deus sobre o homem, que é a opinião verdadeira, pois quem melhor pode conhecer o homem do que o seu Criador? Nestes dias, quando as falsas filosofias representam de modo errado a natureza humana, é de grande importância que conheçamos a verdade. Assim melhor poderemos compreender também as doutrinas sobre o pecado, o juízo e a salvação, as quais se baseiam no ponto de vista bíblico da natureza do homem.

I.     A ORIGEM DO HOMEM

1.   Criação especial

2.   Evolução

II.    A NATUREZA DO HOMEM

1.   A tri-unidade humana.

2.   O espírito humano

3.   A alma do homem

a)  A natureza da alma

b)  A origem da alma

c)  Alma e corpo

d)  A alma e o pecado

e)  A alma e o coração

f)   A alma e o sangue

4.   O corpo humano

a)    casa ou tabernáculo

b)    Invólucro

c)    Templo

III.  A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM

1.   Parentesco com Deus

2.   Caráter moral

3.   Razão

4.   Capacidade para a imortalidade

5.   Domínio sobre a terra

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Veja o texto completo O HOMEM, em PDF em:

O Homem, por Myer Pearlman

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[Nota]: (*)

  • Myer Pearlman (1898-1943). In: Conhecendo as doutrinas da Bíblia (Tradução de Lawrence Olson). São Paulo: Vida, 1978 (7ª ed.), pág. 67 a 95. Texto copiado na íntegra e com adaptações: padronização das referências bíblicas, títulos/subtítulos e com base no Novo Acordo Ortográfico Brasileiro.

5 de janeiro de 2026

Bispos e Papas (20): Cornélio

 
Bispo Cornélio [1]

O historiador Justo L. González cita em sua lista dos bispos de Roma em ordem cronológica:  Lino (?), Anacleto (?), Clemente, Evaristo, Alexandre, Sixto, Telésforo, Higino, Pio, Aniceto, Sotero, Eleuterio (175-189), Vítor (189-199), Ceferino (199-217), Calixto (217-222), Urbano (222-230), Ponciano (230-235), Antero (235-236), Fabião (236-250), um total, até aqui [2], de dezenove bispos de Roma. O próximo que veremos abaixo é Cornélio (251-253). “Agora pois, a Felipe, que havia imperado por sete anos, sucede Décio, que por ódio a Felipe suscitou uma perseguição contra as igrejas. Nela  Fabiano consumou seu martírio em Roma e Cornélio o sucedeu no episcopado” (H. E., 6: XXXIX.

Como Eusébio destaca, Cornélio sucedeu o bispo Fabiano (ou Fabião) em um dos períodos mais turbulentos da história inicial da Igreja cristã. Seu episcopado, entre os anos ocorreu logo após a perseguição do imperador Décio, que deixou profundas feridas internas na comunidade cristã, especialmente quanto ao destino dos fiéis que haviam renegado a fé sob coerção. Veja este Edito de Trajano Décio Trajano Décio,  nome referendado pelo Senado:

“Todos os habitantes do Império estão obrigados a propiciar um sacrifício perante os magistrados de sua comunidade pela “segurança do Império”, em um dia determinado. Após fazerem o sacrifício, eles obterão um certificado (libellus) registrando o fato que eles obedeceram esta ordem. Isto é, o certificado atestará a lealdade do propiciante aos deuses ancestrais, o consumo da comida e da bebida sacrificiais, além dos nomes dos oficiais que supervisionarem o sacrifício” [3].

Alguns cristãos “... correram a obedecer ao edito imperial tão logo se informaram dele. Outros permaneceram firmes por algum tempo, mas quando foram levados diante dos tribunais ofereceram sacrifícios diante dos deuses. Outros, talvez mais astutos, se valeram de artimanhas e do poder do ouro para obter certificados falsos sem ter sacrificado nada. Outros, enfim, permaneceram firmes, e se dispuseram a enfrentar as torturas mais cruéis que seus verdugos pudessem impor...” [4]. Como afirma González, “... o propósito do imperador não era criar mártires, mas apóstatas...” (Idem, pág. 140). Os cristãos que, temendo a morte, cederam à pressão do rei, passaram a ser conhecidos como lapsi (os que “caíram”). “Mas agora, com a nova situação criada pelo edito de Décio, apareceu um grupo de pessoas que permaneciam firmes na fé, mas cuja firmeza não levava à coroa do martírio. A essas pessoas que haviam confessado sua fé em meio das torturas se lhes deu o título de ‘confessores’" (Idem, pág. 141).

Com o fim da perseguição, surgiu um grave dilema pastoral: seria possível readmitir os lapsi ou (lapsos) à comunhão da Igreja? Foi nesse cenário que Cornélio foi eleito bispo de Roma [5], após um longo período de vacância do episcopado, causado justamente pela perseguição.

A eleição de Cornélio não foi pacífica. Um presbítero romano chamado Novaciano, defensor de uma postura rigorista, opôs-se à sua nomeação e chegou a se proclamar bispo rival, tornando-se um dos primeiros antipapas da história.

Novaciano defendia que os lapsi jamais poderiam ser readmitidos à comunhão, mesmo após arrependimento. Cornélio, ao contrário, adotou uma posição pastoral e misericordiosa, sustentando que, após penitência sincera, os lapsi poderiam ser reconciliados com a Igreja.

Essa posição foi confirmada por um sínodo romano [6], que apoiou Cornélio e condenou o cisma novacianista. O bispo Cipriano de Cartago foi um dos principais aliados de Cornélio, defendendo sua legitimidade e sua teologia pastoral.

Embora Cornélio não tenha deixado uma obra teológica sistemática, seu pensamento é conhecido por meio de cartas [7] preservadas, sobretudo nas obras de Eusébio de Cesareia e na correspondência com Cipriano. Seus principais eixos pastorais foram:

·         a unidade da Igreja,

·         a autoridade legítima do episcopado,

·         a misericórdia aliada à disciplina, por meio da penitência,

·         a rejeição do rigorismo extremo que negava o perdão eclesial.

Cornélio compreendia a Igreja como uma comunidade de pecadores em processo de conversão, não como uma assembleia de perfeitos. Essa visão teve influência duradoura na prática penitencial cristã.

Durante a perseguição do imperador Treboniano Galo, sucessor de Décio, Cornélio foi exilado para Centumcellae (atual Civitavecchia), onde morreu em 253. Embora não haja unanimidade histórica quanto às circunstâncias exatas de sua morte, a tradição cristã o venerou como mártir, pois sofreu o exílio e a morte em razão da fé, “... sendo sentenciado ao martírio por ordem daquele imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos...” (Site UCDB.

E quanto ao seu legado histórico e teológico, pode ser destacado:

-  a consolidação da autoridade do bispo de Roma em tempos de crise;

 -  ajuda no estabelecimento de uma teologia do perdão e da penitência que moldaria a prática sacramental posterior;

-  sua vitória sobre o cisma novacianista preservou a unidade e a catolicidade da Igreja.

No exílio, “... o papa [ou bispo] Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde encontrava um pouco de alegria era nas cartas que recebia do bispo Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo...” (Idem).


Notas / Referências bibliográficas:

  • [2] GONZÁLEZ, Justo L. E até aos confins da Terra: uma história ilustrada do Cristianismo: a era dos mártires – Vol. 1. São Paulo: Vida Nova, 1995 (Reimpressão), pág. 4 a 7.
  • [5] Texto resumido com base nas fontes:
a)  https://chatgpt.com/c/694ef888-4b0c-832c-8680-d6afb26f3c70. Acesso em 26/12/2025. 
b)  https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/09/16/ss--cornelio--papa-e-cipriano--bispo--martires.html. Acesso em 26/12/2025. 
c)  https://site.ucdb.br/santos-do-dia/sao-cornelio/278/. Acesso em 26/12/2025.
d)  GONZÁLEZ (O.C., Nota 4). 
e)  Eusébio. História Eclesiástica... (H.E.).
  • [6] “Por este motivo reuniu-se em Roma um numerosíssimo concilio, com sessenta bispos e um número ainda maior de presbíteros e diáconos, enquanto que nas demais províncias os pastores locais examinavam particularmente a fundo o que se haveria de fazer. Todos tomaram uma decisão: que Novato [Novaciano], junto com os que se haviam levantado com ele, assim como os que haviam preferido aprovar o parecer antifraterno e sumamente desumano deste homem, seriam considerados como alheios à Igreja. Por outro lado, os irmãos caídos naquela calamidade deveriam ser curados e cuidados com os remédios da penitência...” (H. E., 6:XLIII).
  • [7] Junto com essas cartas vinha outra de Cornélio sobre as decisões do concilio, e ainda outra sobre os atos de Novato. Nada nos impede de citar um parágrafo desta para quem leia este livro saiba sobre ele” (Idem).