E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo 1.43-45)[2].
Notas:
História do Cristianismo, Geral e do Brasil, Teologia, Cultura, Política e um pouco mais...
Casado, pai e avô, protestante, graduado em Teologia, Pedagogia e História, e pós-graduado em História e Teologia do Protestantismo Brasileiro. Politicamente, me identifico como conservador de direita e ansioso por ver o retorno de meu país à democracia...
Já destacamos no artigo a centralização nas monarquias europeias, que a partir da Baixa Idade Média, a partir do século XI, em algumas regiões da Europa, as monarquias feudais iriam servir de base para a formação de governos centralizados, como a França, a Inglaterra e a Espanha. Neste artigo, vamos ver como isto se deu na França.
Voltando na história francesa, uns séculos antes da Baixa Idade Média, vimos que em 843, o Império Carolíngio foi dividido em três reinos, que, por sua vez, já estavam subdivididos em feudos governados por duques, marqueses e condes. Os reis eram suseranos, que dependiam dos nobres locais para a obtenção de soldados e rendimentos. E em 987 (séc. X), com a subida ao trono de Hugo Capeto, um desses reinos, o da França, passou a ser governado pela dinastia dos capetíngios. sendo Filipe Augusto , um descendente desta dinastia, considerado o primeiro rei a iniciar o processo de consolidação da Monarquia francesa.
Durante o reinado de Felipe Augusto (1180–1223), as cidades começaram a ser libertadas do domínio dos senhores feudais, o que favoreceu a consolidação da burguesia. Apoiado por ela, Filipe impôs sua autoridade aos nobres. Durante seu governo, Paris passou a ser a capital do Reino da França.
Posteriormente, durante o governo de Luís IX (1226–1270). Ele criou uma moeda única, cuja aceitação se tornou obrigatória em todo o território do reino. Contribuiu, assim, para o comércio, facilitando a circulação das mercadorias.
A Batalha de Bouvines, 27 de julho de 1214, pintada por Horace Vernet em 1827. A vitória francesa sobre a Inglaterra e o Sacro Império Romano-Germânico marcou o início do declínio Imperial [1].
Durante o reinado de Filipe IV (1285–1314), mais conhecido como Filipe, o Belo, os mercadores e banqueiros estrangeiros chegaram a ser expulsos da França para evitar a saída de dinheiro, o que fortaleceu ainda mais a burguesia francesa e o próprio rei.
Seu governo entrou em conflito com a Igreja, porque queria cobrar impostos do clero. Com a morte do papa Bonifácio VIII, foi escolhido para substituí-lo o francês Clemente V. Em 1309, Filipe, o Belo, pressionou-o para que transferisse o papado de Roma para a cidade francesa de Avignon (sudeste da França). Assim, a Igreja ficou sob o controle do rei francês. A sede da Igreja só voltaria para Roma em 1377.
A Monarquia francesa consolidou-se nos séculos XIV e XV, durante a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra. Aliás, esse conflito seria importante também para a Inglaterra consolidar seu poder central, como veremos logo adiante.
Veja também:
Nota / Referências bibliográficas:
[1] Imagem disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_da_Fran%C3%A7a>. Acesso em: 26/05/2022.
Casado, pai e avô, protestante, graduado em Teologia, Pedagogia e História, e pós-graduado em História e Teologia do Protestantismo Brasileiro. Politicamente, me identifico como conservador de direita e ansioso por ver o retorno de meu país à democracia...
Bispo Fabiano [1]
O próximo bispo de nossa lista (bispos e papas romanos),
que queremos destacar aqui é o Bispo Fabiano ou Fabião. Na lista de Eusébio de
Cesareia, em História Eclesiástica (HE, 6, XXIX) [2] encontramos: “Gordiano sucedeu
Maximino na soberania de Roma, quando Ponciano,
que havia ocupado o episcopado por seis anos, foi sucedido por Antero
na igreja de Roma, o qual é também sucedido por Fabiano depois de se empenhar
no serviço por cerca de um mês. Diz-se que Fabiano chegara a Roma com alguns
outros do país e, ali permanecendo de modo notabilíssimo, pela graça divina e
celestial, foi apresentado como um dos candidatos para o ofício... Relatam,
ainda, que uma pomba de súbito, desceu do alto, pousou sobre sua cabeça,
exibindo uma cena como aquela sobre nosso Salvador. Com isso todo o
corpo exclamou com toda veemência e a uma só voz, como que movido pelo Espírito
de Deus, que ele era digno; e, sem demora tomaram-no e o colocaram no episcopal.”
Na
nossa lista, Ponciano foi o 17º bispo, Antero, o 18º. Portanto, o Bispo Fabiano,
que sucedeu a Antero, corresponde ao 19º que ocupou o episcopado em Roma, entre
236 a 250, um longo período papal (14 anos) segundo a Igreja Católica.
Além das informações de Eusebio (acima), outras, especificadas
aqui [3], por
exemplo, afirmam sobre o Bispo ou Papa Fabiano:
§
Era
um fazendeiro e homem simples do campo, mas um excelente administrador;
§
Dividiu
a cidade de Roma em sete distritos eclesiásticos, cada um sob a
responsabilidade de um diácono com auxílio de um subdiácono e assistentes,
visando atender à crescente comunidade cristã: cuidados sociais, assistência
aos pobres, a gestão das catacumbas (cemitérios cristãos).
§
Cada
distrito tinha seu clero, responsável por abrigar doentes, conservar ou
construir capelas para cultos e manter contato próximo com o presbítero
encarregado pelo papa para o serviço litúrgico. Essa reforma marcou a criação
de uma organização muito unida e adaptada ao crescimento do cristianismo na
cidade...
Segundo o site católico Paulinas [4],
Fabiano, um quase desconhecido antes da eleição, foi muito apreciado também por
suas intervenções doutrinais, especialmente nas controvérsias da Igreja da
África. O site diz que Fabiano, durante o seu pontificado de catorze anos,
houve paz e desenvolvimento interno e externo da Igreja. Mas que também enfrentou
problemas com o imperador Décio, que ao enfrentar problemas no seu governo, desencadeou
uma ferrenha perseguição contra toda a Igreja. “Ocorreu um grande êxodo de
cristãos de Roma, que se deslocaram para o Oriente à procura das comunidades
religiosas dos desertos, um pouco mais protegidas das perseguições. Este foi o
início para a vida eremita, com os 'anacoretas', mais conhecidos como os padres
do deserto. Entretanto, o papa Fabiano permaneceu no seu posto e não renegou a
fé, sendo decapitado no dia 20 de janeiro de 250” (Idem).
Eusébio (HE, 6, XXXIX), cita: “Agora pois, a Felipe [5], que havia imperado
por sete anos, sucede Décio [6], que por ódio a Felipe
suscitou uma perseguição contra as igrejas. Nela Fabiano consumou seu martírio
em Roma e Cornélio o sucedeu no episcopado”.
Antes do reinado de
Décio, a perseguição aos cristãos no império era esporádica e localizada, mas
por volta do início de janeiro de 250 ele emitiu um édito ordenando que todos
os cidadãos realizassem um sacrifício religioso na presença de comissários. Um
grande número de cristãos desafiou o governo, o que resultou na morte dos
bispos de Roma, Jerusalém [Alexandre] e Antioquia [Babilas], e na prisão de
muitos outros.
A repressão fortaleceu,
em vez de enfraquecer, o movimento cristão, pois a opinião pública condenou
a violência do governo e aplaudiu a resistência passiva dos mártires.
Décio forneceu o modelo para uma perseguição mais rigorosa aos cristãos, que
começou em 303, durante o reinado de Diocleciano. No início de 251, poucos
meses antes da morte de Décio, a perseguição aos cristãos cessou [7].
Eusébio (HE, 6, XXXIX), cita: “Agora pois, a Felipe, que
havia imperado por sete anos, sucede Décio, que por ódio a Felipe suscitou uma
perseguição contra as igrejas. Nela Fabiano consumou seu martírio em Roma e
Cornélio o sucedeu no episcopado”.
Portanto, no mesmo ano, 250, além do martírio de Fabiano, houve também os martírios de Alexandre, bispo de Jerusalém, e de Babilas, bispo de Antioquia.
Notas / Referências bibliográficas:
Casado, pai e avô, protestante, graduado em Teologia, Pedagogia e História, e pós-graduado em História e Teologia do Protestantismo Brasileiro. Politicamente, me identifico como conservador de direita e ansioso por ver o retorno de meu país à democracia...
![]() |
Pedro, “tu me amas”?[1]
“E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de
Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te
amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros... Na verdade, na verdade te digo
que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias;
mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te
levará para onde tu não queiras” (Jo 21.15,18).
Pedro (gr. Pétros ou Pedra) aparece em primeiro lugar na
lista dos doze apóstolos (Mt 10.2-4; Mc 3.16-19 e Lc 6.13-16), posição recebida
do próprio Senhor. Ele também é chamado na Bíblia de Cefas (aramaico Kefa, que significa “rocha”) e
Simão (Jo 1.42). Era irmão do apóstolo André (Mc 1.16) e ambos, filhos de Jonas
(Jo 1.42) e moravam em Betsaida, mesma cidade de Filipe, também apóstolo (Jo
1.44). provavelmente seu pai, Jonas, também fosse um pescador como eles (Jo
1.42).
Com base em Marcos 1.30, Pedro
era casado, pois o texto fala sobre a “sogra de Simão” e, possivelmente,
sua esposa o acompanhava em viagens ministeriais na Igreja Primitiva. Paulo, em
1Co 9.5, diz: “Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente,
como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”.
1. A
personalidade do apóstolo Pedro
O apóstolo Pedro foi um típico
homem simples, direto e de caráter impulsivo. Mas também possuía aptidão
natural para exercer liderança, talvez por ser caloroso, vigoroso e normalmente
comunicativo. Em algumas ocasiões, sobretudo no episódio que envolveu a traição
de Jesus no Getsêmani,
Pedro se mostrou emotivo, sanguíneo e autoconfiante.
Destaquei acima as expressões
“impulsivo” e “sanguíneo”, em relação a Pedro, pois lembrei-me do comentário de
Tim LaHaye (referência abaixo) acerca da “teoria dos quatro temperamentos”.
Em um deles, o sanguíneo, Pedro se encaixa bem:
Algumas passagens bíblicas mostram um pouco da
personalidade de Pedro:
· Ele
normalmente tomava
a iniciativa como líder do grupo:
Ø “E
Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola” (Mt 15.15).
Ø “Então
Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão
contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?” (Mt 18.21).
Ø “E
ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Pedro, lhe
disse: Tu és o Cristo” (Mc 8.29).
Ø “E
respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por
cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as
águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e,
começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus,
estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?”
(Mt 14.28-31)...
· Ele aparece
entre
os
três
discípulos
mais íntimos de Jesus: Ele, Tiago e João:
Ø “E
não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João, irmão de
Tiago” (Mc 5.37)
Ø “Seis
dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os
conduziu em particular a um alto monte (...) E Pedro, tomando a palavra,
disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três
tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias” (Mt 17.1,4).
Ø “E
foram a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos
aqui, enquanto eu oro. E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou
a ter pavor, e a angustiar-se” (Mc 14.32,33).
· Ele foi
o primeiro a confessar que Jesus era o Cristo (Filho do Deus vivo):
Ø “Disse-lhes
ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o
Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado
és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai,
que está nos céus” (Mt 16.15-17). O próprio Jesus atribuiu a resposta de
Pedro como uma revelação de Deus que foi dada a ele: “tu és Pedro, e sobre
esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão
contra ela” (Mt 16.18).
· Recebeu
a incumbência de organizar a última ceia em Jerusalém com João:
Ø “E [Jesus]
mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a
comamos” (Lc 22.8).
· O
Pedro que negou a Jesus três vezes... mas se arrependeu:
Ø “Disse-lhe
Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três
vezes me negarás (...) E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe
dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou
amargamente” (Mt 26.34,75).
2. Pedro:
de seu primeiro sermão à sua morte:
O apóstolo Pedro receber uma visita especial de Cristo após
sua ressurreição (Lc 24.34; 1Co 15.4,5) e, renovado,
tornou-se o primeiro a pregar na Igreja, ocasião em mais de três mil
convertidos (At 2.14,41).
Podemos citar algumas
referências ainda relativas ao apóstolo Pedro no Novo Testamento, como:
· Foi ele quem disse as
conhecidas palavras: “Não
tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o
Nazareno, levanta-te e anda” (Atos 3:6).
· Dentre outros milagres
também se destaca a ressurreição de Dorcas (At 9.36-41); a revelação das
mentiras de Ananias e Safira (Atos 5:1-11);
Na época da forte perseguição
em Jerusalém após a morte de Estêvão, o
apóstolo Pedro também estendeu sua atuação ministerial a outros lugares, como
em Samaria em decorrência da grande evangelização de Filipe (um dos evangelistas) ali, nas cidades costeiras de
Lidia, Jope e Sarona. É possível que nesse período Tiago,
irmão do Senhor então tenha assumido a liderança em Jerusalém.
O apóstolo Pedro também
foi o responsável por anunciar as boas novas à família de Cornélio em Cesaréia
(At 10.1-45). Na Carta aos Gálatas, o apóstolo Paulo informa que Pedro também
esteve em Antioquia (Gl 2.11). Na verdade é nesse relato que encontramos a
referência sobre o conflito entre os apóstolos Paulo e Pedro, quando Pedro
agiu dissimuladamente se associando aos cristãos gentios e depois se afastando
deles ao temer a pressão do “grupo da circuncisão” que aceitava os gentios na
Igreja desde que estes se submetessem ao cerimonial da Lei de Moisés. O
comportamento do apóstolo Pedro acabou influenciando até mesmo Barnabé. Então
Paulo o repreendeu publicamente pelo comportamento, considerado por ele,
como hipocrisia. No entanto, essa situação foi completamente
resolvida, e o próprio apóstolo Pedro mais tarde se referiu a Paulo como “nosso amado irmão” (2 Pedro
3:15).
Na Epístola aos Coríntios,
também somos informados da divisão que havia em tal igreja. Um dos grupos
divididos ali alegava seguir o apóstolo Pedro, enquanto outros diziam ser
de Paulo, Apolo e Cristo. Isso indica que provavelmente em algum
momento ele esteve pessoalmente visitando aquela igreja.
Como afirma MILLER, no
capítulo 10 de Atos os gentios são trazidos à igreja. E agora Pedro, tendo
terminado sua missão por essas bandas, retorna a Jerusalém. Após o relato de
sua libertação do poder de Herodes no capítulo 12, não temos mais relatos sobre
a história do apóstolo da circuncisão em Atos. Como Herodes Agripa, o rei
idumeu, tem papel tão proeminente nessa história, pode ser interessante tomar
nota sobre ele. Ele professava grande zelo pela lei de Moisés e mantinha um
certo respeito para com sua observância externa. Desse modo, ele ficou do lado
dos judeus contra os discípulos de Cristo, sob um fingido zelo religioso. Esta
era sua política. Era uma figura do rei adversário.
Foi por volta de 44 d.C. que
Herodes buscou se insinuar com seus súditos judeus, perseguindo os inofensivos
cristãos. Não que houvesse qualquer amor entre Herodes e os judeus, posto que
se odiavam de coração; mas aqui eles se uniram, pois ambos odiavam o testemunho
celestial. Herodes matou Tago
Maior com a espada e lançou Pedro na prisão. Era sua intenção
perversa mantê-lo lá até depois da Páscoa, e então, quando uma grande
quantidade de judeus de todas as partes estivessem em Jerusalém, fariam um
espetáculo público de sua execução. Mas Deus preservou e libertou Seu servo em
resposta às orações dos santos.
Após 50 d.C. não temos
tantas informações detalhadas sobre o
apóstolo Pedro. Considerando suas duas epístolas, sabemos que
ele permaneceu ativo na pregação da Palavra de Deus e no pastoreio do rebanho
do Senhor até a hora de sua morte (1Pe 5.1,2).
Existe um grande debate se o
apóstolo Pedro chegou a fixar residência em Roma ou não. O
que é certo é que a igreja em Roma não foi fundada por ele; até porque seria
muito improvável que Paulo escrevesse uma epístola àqueles irmãos sem
mencioná-lo. Na verdade, não
há qualquer base bíblica de que ele tenha sido o primeiro bispo de Roma; nem há
indícios de que ele tenha sido líder da igreja na cidade por um período de
tempo considerável.
A tradição que afirma tal
coisa é bastante questionável.
Apesar disto, é muito provável
que ele tenha estado em Roma em algum momento próximo ao final de sua vida, e
que tenha escrito suas duas epístolas desta cidade. Em 1 Pedro 5:13 o apóstolo
escreve dizendo estar na “Babilônia”. Essa informação tem sido entendida pela
maioria dos estudiosos como uma referência à cidade de Roma. A presença de Marcos na
ocasião também favorece essa interpretação.
Existe uma tradição muito
antiga e uniforme dentro do cristianismo de que o apóstolo Pedro tenha
sido martirizado – aos
“70 anos de idade”, como afirma Miller –, em Roma, por volta
de
68
d.C., assim como aconteceu também com o apóstolo Paulo. Tertualiano (200 d.C.)
defendeu tal informação, e Orígenes afirmou que Pedro foi crucificado de cabeça
para baixo, uma informação também presente em alguns livros apócrifos.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Ainda sobre o apóstolo Pedro,
veja também:
- - -
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Veja também, a seguir, o vídeo de Marlon Engel, disponível em seu portal Estudo na Garagem, sob o título: Apóstolos de Jesus, Episódio 02: Simão Pedro.
Referências
bibliográficas:
Nota:
|
Casado, pai e avô, protestante, graduado em Teologia, Pedagogia e História, e pós-graduado em História e Teologia do Protestantismo Brasileiro. Politicamente, me identifico como conservador de direita e ansioso por ver o retorno de meu país à democracia...
... mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. (Gálatas 4. 4-5)[2].
De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. (At 2.41-47).
Cristãos sendo usados como tochas humanas, na perseguição sob Nero, por Henryk Siemiradzki, Museu Nacional, Cracóvia, Polônia, 1876.[9]
Apóstolo
|
Morte e
Local[11]
|
Pedro
(Simão Pedro)
|
Ano 67, em Roma, Itália[12]
|
André
(irmão de Pedro)
|
Ano 60, em Patras, Grécia[13].
|
Tiago
Maior (filho de Zebedeu)
|
Ano
44, em Jerusalém[14].
|
João
(irmão de Tiago)
|
Ano
103, em Éfeso, Ásia Menor[15].
|
Filipe
|
Ano
80, Hierápolis, Frígia[16].
|
Bartolomeu
|
Ano 51, talvez na Rússia[17].
|
Tomé
|
Ano 72, próximo a Madras (Índia)[18].
|
Mateus
(o publicano)
|
Ano
72, hierápolis ou Etiópia[19].
|
Tiago
Menor (filho de Alfeu)
|
Ano 62, Jerusalém[20].
|
Tadeu
(Judas Tadeu)
|
Data
indefinida, na Pérsia[21].
|
Simão
(o Zelote)
|
Morreu
com 120 anos (?)[22].
|
Paulo
(Saulo de Tarso)
|
Ano
67, em Roma[23].
|
Livro
|
Data
|
Livro
|
Data
|
Mateus
|
c. de 50
|
1ª
Timóteo
|
c. de 64
|
Marcos
|
c. de 68
|
2ª
Timóteo
|
c. de 67
|
Lucas
|
c. de 60
|
Tito
|
c. de 65
|
João
|
85 a 90
|
Filemom
|
c. de 60
|
Atos
|
c. de 60
|
Hebreus
|
c. de 68
|
Romanos
|
56
|
Tiago
|
45 a 50
|
1ª
Coríntios
|
c. de 56
|
1ªPedro
|
c. de 65
|
2ª
Coríntios
|
c. de 57
|
2ª
Pedro
|
c. de 66
|
Gálatas
|
49 a 52
|
1ª
João
|
c. de 85
|
Efésios
|
c. de 60
|
2ª
João
|
c. de 85
|
Filipenses
|
c. de 60
|
3ª
João
|
c. de 85
|
Colossenses
|
c. de 60
|
Judas
|
c. de 68
|
1ª
Tessalonicenses
|
c. de 51
|
Apocalipse
|
c. de 95
|
2ª
Tessalonicenses
|
c. de 51
|
||
Imperador
|
Acontecimentos:
|
Otávio Augusto
(27 a.C – 14 d.C.)
|
|
Tibério (14-37)
|
|
Calígula (37-41)
|
|
Cláudio (41-54)
|
|
Nero (54-68)
|
|
Galba, Oto e Vitélio (68-69)
|
|
Vespasiano
(69-79)
|
|
Tito (79-81)
|
|
Domiciano
(81-96)
|
|
Nerva (96-98)
|
|
Trajano (98-117)
|
|
Casado, pai e avô, protestante, graduado em Teologia, Pedagogia e História, e pós-graduado em História e Teologia do Protestantismo Brasileiro. Politicamente, me identifico como conservador de direita e ansioso por ver o retorno de meu país à democracia...