Continuando nossa lista dos bispos e papas romanos, quero
destacar aqui o bispo Calisto, que na História Eclesiástica (HE)[2] de
Eusébio de Cesareia,
aparece como o número 15 da lista. Depois de Zeferinoservir a Igreja por 18 anos, “... foi
sucedido no episcopado por Calisto...” (HE, 6, XXI).
Como os outros casos, as informações que temos são de
fontes católicas. Conforme esta
fonte, por exemplo, Calisto era romano de Trastevere e filho de
escravos. Trata-o como como um “administrador pouco habilidoso” que deu grande
desfalque ao imperador Cômodo e, por isso, teve que fugir, mas foi capturado em
Óstia (cidade próxima de Roma) e condenado a girar a roda de um moinho. Depois
foi deportado para as minas da Sardenha. Aqui, encontramos
também que “... ele foi preso por ter brigado em uma sinagoga, quando
tentou emprestar dinheiro ou receber débitos de alguns judeus’.
Calisto teve o apoio do papa [bispo] Vítor que, para
ajudá-lo a desviar da tentação, fixou-lhe um ordenado. Depois, o sucessor do
bispo Vitor, Zeferino, foi igualmente generoso com ele e ordenou-o diácono, confiando-lhe
a guarda do cemitério cristão na via Ápia Antiga. Calisto sucedeu a Zeferino em
Roma, mas seu pontificado atraiu as inimizades de uma ala da comunidade cristã
de Roma que acusou o processo de sua escolha de heresia. Como era esperado,
Calisto teve muitos opositores, incluindo um antipapa – Hipólito de Roma –. Por
conta disto, muitas informações sobre ele são distorcidas.O
motivo da discórdia com Hipólito de Roma “... fora a questão
trinitária e a absolvição concedida por Calisto aos pecadores
de adultério, homicídio e apostasia, absolvição que antes
só era dada uma vez na vida e após uma dura penitência pública, enquanto os
reincidentes eram excluídos da comunhão eclesial...” (Idem).
Calisto morreu numa revolta popular contra os
cristãos e foi lançado a um poço. Mais tarde, deram-lhe sepultura honorífica no
Cemitério de Calepódio, na Via Aurélia, junto do lugar do seu martírio.
A Cripta de São
Calisto:
Uma das metas
obrigatórias para os peregrinos e turistas que se dirigem à Roma são as
catacumbas. Particularmente célebres e frequentadas são as de São Calisto,
definidas pelo Papa João XXIII “as mais respeitáveis e as mais célebres de
Roma”. Numa área de mais de 120.000 m², com quatro andares sobrepostos, foi
calculado que lá existem não menos de 20 quilômetros de corredores... Essa obra
colossal fixa para sempre a memória de São Calisto, que cuidou de sua
realização, primeiro como diácono do Papa Zeferino, e depois como o próprio
Papa. Mas além das dimensões, este lugar é precioso pelo grande número e pela
importância dos mártires que ali foram sepultados, e particularmente célebres
são a cripta de Santa Cecília e a contígua à dos papas, na qual foram sepultados
o Papa Ponciano Antero, Fabiano entre outros... O túmulo dele está colocado bem
no meio da Roma antiga, na basílica de Santa Maria in Trastevere, que,
construída por determinação do Papa Júlio, na metade do século IV, foi
intitulada também de São Calisto. Essa obra colossal fixa para sempre a memória
de São Calisto, que cuidou de sua realização, primeiro como diácono do Papa
Zeferino, e depois como o próprio Papa. Mas além das dimensões, este lugar é
precioso pelo grande número e pela importância dos mártires que ali foram
sepultados, e particularmente célebres são a cripta de Santa Cecília e a
contígua à dos papas, na qual foram sepultados o Papa Ponciano Antero, Fabiano
entre outros... O túmulo dele está colocado bem no meio da Roma antiga, na
basílica de Santa Maria in Trastevere, que, construída por determinação do Papa
Júlio, na metade do século IV, foi intitulada também de São Calisto (Canção Nova).
TancredoNeves
enfermo, ao lado de seus médicos [1]
Comojávimos aqui, a eleição indireta de Tancredo
Neves representou o auge da transição entre o Regime Militar e a Nova
República. A emenda de Dante de Oliveira em 1984,
que restabelecia eleição direta para presidente, proposta ao Congresso,
não foi votada, por falta de quórum, mas o movimento das “Diretas Já!” ganhou
ainda mais força com manifestações por todo o Brasil. Surgiram então algumas
alianças para disputar o poder.
1. A Vitória de
Tancredo
O PDS, partido onde se concentraram os
ex-integrantes da Arena, divide-se, entre três
candidatos: Aureliano Chaves, Mário Andreazza e Paulo Maluf. O primeiro,
percebendo a pouca chance que tinha, retira a candidatura. Paulo Maluf vence
com facilidade a convenção, habilitando-se à sucessão presidencial. Tal
vitória, porém, leva a uma fragmentação do PDS, dando origem ao Partido da
Frente Liberal (PFL). Formado por grupos derrotados na convenção que
elegeu Maluf, tal partido se aproxima da candidatura oposicionista de TancredoNeves, do PMDB. A aliança implica ceder a vice-presidência a um membro
do PFL, no caso JoséSarney, ex-arenista.
Em 15
de janeiro de 1985, a oposição chega ao poder com a vitória de Tancredo e de
seu vice Sarney. Mas Tancredo Neves morre antes de tomar posse. Depois
de muito impasse e da decepção política que envolve a escolha, prevaleceu a
determinação legal que garantia a posse do vice-presidente José Sarney ao
poder, interinamente, em 15 de março de 1985, e em 21 de abril de 1985, de
forma definitiva. E governa o Brasil até 1990.
2. Questionamentos [2] acerca da morte de Tancredo
A
versão oficial sobre a morte de Tancredo é que ela teria sido provocada
por diverticulite -
doença inflamatória no intestino grosso –, e veio a falecer com 75 anos antes
de tomar posse, em São Paulo, em 21 de abril de 1985. Mas muitos
acreditam que ele teria sido assassinado por
meio de envenenamento ou mesmo baleado.
A
hipótese de envenenamento de Tancredo tem relação com outra morte, a do seu
mordomo JoãoRosa, em circunstâncias parecidas, isto é, ele teria
sentido os mesmos sintomas e dores de Tancredo. O mordomo João, que morreu um
dia depois do Presidente, também foi diagnosticado como sendo diverticulite a
causa de sua morte.
A outra
hipótese, a de um possível assassinato, diz-se que no dia anterior à sua posse,
Tancredo estava numa missa em Brasília, para celebrar a vitória, sentiu-se mal
e foi internado no Hospital de Base de Brasília, um local sem as condições
necessárias para realizar as cirurgias às quais Tancredo foi submetido. A UTI
do hospital estava em reforma. Mas por algum motivo desconhecido os médicos
impediram Tancredo de ir para São Paulo, onde poderia ser melhor tratado.
A
própria data do seu falecimento também é discutida. Há quem acredite que o
anúncio da sua morte foi propositalmente feito no Dia de Tiradentes (21 de
abril), mas que Tancredo Neves já teria morrido dias antes.
Conspirações
ou não, o certo é que a morte de Tancredo é tema de muitas suspeitas e
discussões. Veja também o vídeo [3], a seguir, acerca do da
polêmica morte de Tancredo Neves.
Fontes:
[1] Foto: Os bastidores da foto mais polêmica de Tancredo Neves. In: <https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/almanaque/presidente-morto-vivo-os-bastidores-da-foto-mais-polemica-de-tancredo-neves.phtml>. Acesso em: 08/01/2025.
O
dia em que a ditadura acabou (Gazeta do Povo, 14/01/2015)
Em meio
à repressão e censura do Regime Militar, movimentos de protesto exigindo
eleições livres e diretas, fim do regime, melhorias salariais e condições de
trabalho foram constantes nos anos 70 e início dos 80. Os eleitores valiam-se
das próprias eleições para manifestar sua oposição ao regime. Nas eleições de
1970, houve 60% de votos nulos e em branco; nas de 1974, os partidos de
oposição foram vitoriosos; em 1978, o governo obteve a maioria graças aos “senadores
biônicos” (senadores nomeados) e foi obrigado a manter as eleições indiretas
para governador para não perder em muitos estados; nas eleições para
governador, em 1982, o governo foi o grande derrotado, com a vitória dos
partidos de oposição.
1.João Figueiredo e a abertura política
João Figueiredo
Durante o último presidente militar, João Baptista Figueiredo(1918-1999), foi consolidada a abertura política do país através da Lei da
Anistia, a Lei 6683, de 1979, que das eleições diretas para o Congresso
e os governos dos estados.
Passeata
pela anistia no Rio de Janeiro
Com a abertura política, o processo de democratização
passava, ainda, pela garantia da pluralidade partidária. Até então, o Brasil
vivia o bipartidarismo e somente existiam dois partidos: a Arena
(Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático
Brasileiro). Mas Figueiredo permitiu a criação de vários partidos. Assim
surgiram:
PDS (Partido Democrático Social), onde se concentraram os ex-integrantes da Arena;
PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), integrado por aqueles que formaram o MDB e liderado pelo deputado Ulysses Guimarães;
PP (Partido Popular), fundado pelo deputado Tancredo Neves;
PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), fundado por Getúlio Vargas;
PDT (Partido Democrático Trabalhista) de orientação à esquerda e liderado por Leonel Brizola
PT (Partido dos Trabalhadores), fundado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
E
também na gestão de João Baptista Figueiredo, foi aprovado o projeto que
garantia o voto direto para governadores e prefeitos, deputados e senadores,
mas não para presidente.
2. Campanha das “diretas já!”
A oposiçãoestava suficientemente fortalecida a ponto de lançar um
movimento pelo retorno das eleições diretas para presidente. Como é sabido,
desde 1964 esse processo era controlado, por intermédio do Congresso Nacional,
pelas forças armadas. A campanha pelas “Diretas Já!” consegue grande adesão
popular, sendo registrados comícios com até um milhão de pessoas. Em 1984, a
emenda Dante de Oliveira – que restabelece a eleição direta para
presidente – é proposta ao Congresso. No entanto, por falta de quórum, não
é votada. Embora não tenha atingido seu objetivo principal, a mobilização
popular influencia os meios de comunicação de massa, gerando divisões nas
elites e fazendo recuar setores radicais do Exército. Pela primeira vez em
vinte anos, os militares não controlam mais a sucessão presidencial. O PDS
divide-se, então, entre três candidatos: Aureliano Chaves, Mário Andreazza e
Paulo Maluf. O primeiro, percebendo a pouca chance que tinha, retira a
candidatura. Paulo Maluf vence com facilidade a convenção, habilitando-se à sucessão
presidencial. Tal vitória, porém, leva a uma fragmentação do PDS, dando origem
ao Partido da Frente Liberal (PFL). Formado por grupos derrotados na convenção
que elegeu Maluf, tal partido se aproxima da candidatura oposicionista de
Tancredo Neves, do PMDB. A aliança implica ceder a vice-presidência a um membro
do PFL, no caso José Sarney, ex-arenista e pedessista, que acompanha a
dissidência liderada por Aureliano Chaves, vice-presidente na gestão do general
Figueiredo.
Em 15
de janeiro de 1985, a oposição chega ao poder. A campanha, porém, é exaustiva
para o candidato vitorioso. Com mais de 70 anos e saúde debilitada, TancredoNeves morre antes de tomar posse, em 21 de abril de 1985. Apesar da
decepção política da maioria dos brasileiros, a determinação legal que garantia
a posse do vice-presidente foi acatada e José Sarney tomou posse interinamente
em 15 de março de 1985 e em abril de 1985, com a morte de Tancredo, de forma
definitiva a presidência da república, tendo que lidar com a hiperinflação e a
recessão econômica instalada no Brasil.
Portanto,
a chamada ditaduramilitar terminou em 1985, com a eleição de
Tancredo Neves, ainda de forma indireta, mas com a Presidência da República nas
mãos de um civil depois de 21 anos.
A
seguir, veja o vídeo abaixo Redemocratização do Brasil: revelando os 4 fatos
que marcaram o fim da ditadura militar.
DEL
PRIORI, Mary e VENANCIO, Renato. Uma breve história do Brasil. São
Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010.
TODA MATÉRIA. Redemocratização do Brasil:
revelando os 4 fatos que marcaram o fim da ditadura militar. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=DAxqtxYnqU0.
Acesso em: 31/12/2024.
Continuando a lista dos bispos e papas, destacando
inicialmente os listados por Eusébio de Cesareia, ele
descreve a ordem dos bispos até o número 12 de seu livro História Eclesiástica (HE) [2],
que foi Eleutero. Este aparece no final do seu livro 5, capítulo VI: “O
décimo segundo desde os apóstolos no episcopado agora é Eleutero, na mesma
ordem e na mesma doutrina...”. Os demais
bispos citados por ele, não aparecem na ordem numérica.
O próximo
bispo, o número 13 na ordem dos bispos romanos, é Vítor. “No décimo
ano do reinado de Cômodo, Eleutero,
que tinha mantido o episcopado por treze anos, foi sucedido por Vítor...”
(EC, 5, XXII). Na lista de todos os papas da Igreja Católica (p.ex., aqui),
o nome Vítor é acrescido do número I (Vítor I) e corresponde ao 14º papa
da lista, considerando que o Apóstolo Pedro também foi papa, juntamente com os
demais bispos de Roma. Na Lista, há também o Vítor II (1055-1057), que ocupa a
153ª posição.
As informações que transcrevemos sobre Vítor I são
de fontes católicas, por exemplo, nesta [3] e nesta
outra [4].
Vítor I:
Nasceu na atual Tunísia, norte da África. Portanto, o primeiro “papa” africano
Seu pontificado [ou bispado] foi marcado por definições importantes na liturgia da igreja, referentes a (o):
- Idioma: uso do latim
na celebração da missa, ao invés do grego;
- Batismo: uso de
qualquer água no rito batismal;
- Páscoa: celebração no
domingo, dia da ressurreição de Cristo;
- Domingo: dia mais
importante da semana, em lugar do sábado judaico;
As definições litúrgicas acima foram institucionalizadas no primeiro Concílio de Niceia (325).
Vítor I também combateu heresias como o adocionismo [5], que ”... pregava que Jesus Cristo não era filho de Deus, mas um homem puríssimo e superior aos outros, adotado por Ele como seu filho...” (Nota 4).
Eusébio (5, XXIV) afirma que o bispo Vítor recebeu de
Polícrates, líder dos bispos da Ásia, uma carta na qual afirma: “... assim observamos
o dia genuíno, sem pôr nem tirar. Pois na Asia grandes luzes já dormem, as
quais ressuscitarão no dia da manifestação do Senhor, em que Ele virá do céu
com glória e levantará todos os santos... Todoseles [Filipe
e João (apóstolos), Policarpo e outros] eles observam o décimo quarto dia da
páscoa de acordo com o evangelho, não se desviando em nada, antes, seguindo a
regra da fé...”. Eusébio afirma que Vítor tentou excomungar Polícrates e
outros por terem tido essa opinião, mas depois reverteu sua decisão após Irineu e
outros terem intercedido. Observe que aqui percebemos divergências doutrinárias
entre as igrejas da Ásia e as de Roma...
Bem, segundo esta
fonte , Vítor I foi papa entre 189 a 199. E no vídeo, a seguir, veja mais
sobre o Bispo ou papa Vítor I.
Já vimos aqui que a palavra hebraica para dia é yom (יוֹם) no seu sentido literal e de tempo ou período percorrido como entendemos: dia de 24 horas. Aqui, destaquei o dia de descanso ou de adoração utilizado pelos cristãos: “Hemera ou Iméra tou Kyríou” (Dia do Senhor ou o Domingo), baseados nos comentários de Wood. [1] e de BEASLEY-MURRAY (Nota 4 abaixo).
Essa expressão [Dia do Senhor] é encontrada apenas uma vez nas Escrituras como indicação do primeiro dia da semana. Em Ap 1:10, João desvenda que a visão do Apocalipse lhe foi dada quando foi arrebatado 'no espirito, no dia do Senhor’. Essa é a primeira ocorrência que temos, na literatura cristã, da expressão “hê kyriaké hemera”. A construção adjetival sugere que se tratava de uma designação formal sobre o dia de adoração da Igreja. Como tal certamente aparece no início do segundo século (Inácio, Epístola aos Magnesianos, i. 67) [2].
Pouco apolo pode ser aduzido em favor da teoria que diz que esse termo se refere ao dia da Páscoa, exceto, naturalmente, no sentido que cada dia do Senhor é uma recaptulação pascal. Porém, deve ser observado que eruditos de tanta reputação como Wettstein, Deissmann, e Hort, entre outros, preferem interpretar o versículo como indicação que João foi transportado, em seu êxtase espiritual, até o grande dia do próprio juízo (cf Ap 6:17; 16:14). Lightfoot acredita que existem ‘razões muito boas, não até mesmo conclusivas’ em favor dessa posição (The Apostolic Fathers, II, secção I, parte II, pág. 129. A opinião da maioria, entretanto, se inclina a sentir, juntamente com Swete, que tal interpretação ao contexto imediato e contrário ao uso linguístico (a Septuaginta sempre emprega a expressão he hemera tou kyriou para o profético ‘dia do Senhor’: kyriakos não aparece nunca). Seria razoavelmente seguro, portanto, concluir que, assim como a localização real da visão de João é registrada no versículo, semelhantemente a ocasião real também é registrada no versículo 10.
Mesmo que pudéssemos aceitar uma data tardia para o livro de Apocalipse (c. de de 96 D. C.), não seria necessário supor, juntamente com Harnack, que a expressão he kyriake hemera não estava em uso antes do término do primeiro século de nossa era. É possível que essa expressão tenha surgido tão cedo quanto 57 D. C., quando Paulo escreveu a epístola de 1 Coríntios. Em 11:20 desse livro o apóstolo fala em kyriakon deipnon ('ceia do Senhor'). É interessante que a versão pesita diz 'dia do Senhor' nesse versículo. Porém dificilmente parece que o termo estivesse então em uso corrente, pois, mais adiante naquela mesma epístola, Paulo diz kata mian sabbatou, (no primeiro dia da semana' (16:2).
Deissmann lançou mais alguma luz sobre o título ao mostrar que na Ásia Menor e no Egito, até mesmo antes da era Cristã, o primeiro dia de cada mês era chamado de dia do Imperador ou Sebastē. Isso, eventualmente, pode ter sido transferido para um dia qualquer da semana, provavelmente a quinta-feira (dies Iovis). 'Se essas conclusões são válidas', comenta R. H. Charles, 'então poderemos entender quão naturalmente o termo "Dia do Senhor" teve início; pois assim como o primeiro dia de cada mês, ou como certo dia de cada semana era chamado de "Dia do Imperador", semelhantemente seria natural que os crentes dessem nome ao primeiro dia de cada semana, associado como estava à ressurreição do Senhor e ao costume dos crentes de se reunirem para adorar, chamando-o de "Dia do Senhor". Talvez tenha surgido primeiramente em círculos apocalípticos, quando uma atitude hostil para com o império foi adotada pelo Cristianismo' (R. H. Charles, The Revelation of St. John, 1920, I, pág. 23; cf BS, págs. 218 e segs.).
'Senhor, nessa passagem, claramente significa Cristo, e não Deus Pai. Trata-se do dia de Cristo. Pertence-Lhe por causa de Sua ressurreição, quando foi 'poderosamente demonstrado filho de Deus' (Rm 1:4). Mc Arthur certamente tem razão ao afirmar que esse título, afinal de contas, se deriva da Soberania de Jesus Cristo, Soberania essa que se tornou manifesta na ressurreição do 'primeiro dia da semana' (Mc 16:2; vd A. A. Mc Arthur, The Evolution of the Christian Year, 1953, pág. 21). A adoração cristã é essencialmente uma anamnesis (lembrança) do acontecimento da Páscoa, que revelou o triunfo do propósito redentor de Deus. Isso explica o tom prevalente de alegria e louvor. O primeiro dia era igualmente apropriado, visto que relembrava o dia inicial da criação, quando Deus criou a luz, bem assim o fato que o Pentecoste Cristão caiu no domingo. Além disso, é bem possível que a expectativa dos crentes primitivos fosse que o retorno do Senhor se verificasse em Seu próprio dia.
A mais antiga evidência relacionada com a observância do primeiro dia da semana, por parte dos cristãos, aparece em 1 Co 16:1,2, ainda que não haja ali referência explícita a alguma reunião realmente levada a efeito. At 20:7 [3] é passagem mais específica e provavelmente reflete o uso continuado do calendário judaico por parte dos crentes, conforme o qual o dia do Senhor teria início ao pôr do sol do dia de sábado. Alford vê na prontidão dos gentios em aceitar este cálculo judaico 'a maior prova de todas que o dia foi assim observada' (H. Alford, The New Testament for English Readers, p. 788). Por outro lado, não há no Novo Testamento qualquer indicação duma controvérsia sabatista. O dia do Senhor, que de fato cumpriu todos os propósitos beneficentes de Deus na instituição do sábado para a humanidade, era observado 'em novidade de espírito e não na caducidade da letra' (Rm 7:6).
Resumindo, conforme diz Murray [4], o Dia do Senhor não deve ser entendido no sentido escatológico, como pensam alguns, “… como se João tivesse sido transportado para viver naquele dia, mas ‘no dia consagrado ao Senhor’, uma frase que se usava já no segundo século referindo-se ao domingo. O termo ‘o dia do Senhor’, como Deissmann [5] tem mostrado, é provavelmente a substituição desafiadora dos cristãos ao ‘dia do Imperador’, que era celebrado ao menos mensalmente na Ásia Menor, se não semanalmente. Indicava originalmente o dia da elevação de Faraó ao trono do Egito, ou seu dia natalício; a ideia foi apropriada pelos imperadores romanos. Como memorial do dia da ressurreição de Cristo, e assim, da sua exaltação à soberania, o título ‘o dia do Senhor’ é especialmente apropriado” (destaques meus).
Veja também o vídeo do Portal CACP, a seguir, sob o título “O que significa a expressão ‘O Dia do Senhor’?”, do Pr. Natanael Rinaldi:
Notas / Referências bibliográficas:
[1] WOOD, A. S. Dia do Senhor (Domingo). Apud: DOUGLAS, J. D. (Editor Organizador). O Novo Dicionário da Bíblia, Volume I. São Paulo: Vida Nova, 1979, Pág. 417/8.
[2] “… Portanto, não precisamos mais manter o sábado, como fazem os judeus, ou alegrar-se pelos dias de ociosidade, pois “aquele que não trabalha, não deve comer”. Também foi dito pelos [santos] oráculos: ‘É pelo suor da tua face que comerás o teu pão’. Mas deixe todo aquele entre vós que ainda mantém o sábado por motivo espiritual, alegrando-se na meditação da Lei e não no descanso do corpo, admirando a obra de Deus e não comendo coisas preparadas no dia anterior, não fazendo uso de bebidas mornas ou andando um certo limite prescrito, não deleitando-se por dançar e aplaudir, e outras coisas sem sentido. Porém, após a observância do sábado, deve todo amigo de Cristo observar o Dia do Senhor como festa, o dia da ressurreição, a rainha e comandante de todos os dias [da semana]. Foi sobre isto que o profeta declarou: 'Para encerrar, o oitavo dia' [Foi nesse dia] que a nossa vida renasceu e a vitória sobre a morte foi obtida em Cristo…” (“Epístola aos Magnésios”.(Inácio, Bispo de Antioquia, 67 – 110 d.C., Parte IV, 9). Disponível em: <Inácio de Antioquia / Epístola aos magnesios>. Acesso em 13/11/2024.
[3] “E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite” (Versão A.C.F.).
[4] BEASLEY-MURRAY, George Raymond. Apocalipse. In: O Novo Comentário da Bíblia, Vol. II. São Paulo: Vida Nova, 1983, Comentário sobre Apocalipse 1.10.
[5] Gustav Adolf Deissmann (1866-1937): “teólogo protestante alemão, melhor conhecido por sua pioneira obra sobre a língua grega utilizada no Novo Testamento, que ele demonstrou ser o koiné, ou a língua comum utilizada no mundo helênico daquele tempo…”. Mais em: <Wikipedia – Deissmann>. Acesso em: 14/11/2024.
“Jesus
respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não
tropeça, porque vê a luz deste mundo” (Jo
11.9) [1].
“Filhinhos,
é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também
agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já
a última hora” (1Jo 2.18).
No
intuito de estudar textos bíblicos que tratam de escatologia –
estudo
das
últimas coisas
–, achei por bem ver um pouco sobre unidades de tempo (hora, dia,
mês, ano etc.), desta feita iniciando pela palavra HORA. Isto é, os
vários sentidos da palavra e, especialmente, a hora,
no sentido escatológico.
Destaco
abaixo, primeiramente a palavra hora
como tempo definido (preciso)
entendida
nos
tempos bíblicos no
sentido
hebraico
e romano. Em seguida, a mesma
palavra
com o sentido escatológico.
1.
Hora como divisão de tempo
Em
seu
sentido mais preciso, uma hora é um doze-avo (1/12) do período em
que o sol aparece. Na
referência acima, João 11.9, Jesus fala de um dia com luz de 12
horas, computadas do nascer até o pôr do sol. A noite, no entanto,
era composta de três vigílias (judaicas) ou quatro vigílias
(romanas), computadas desde o pôr do sol até o nascer do mesmo.
“Visto
que o nascer e o pôr do sol variavam conforme o período do ano, as
horas bíblicas não podem ser traduzidas exatamente conforme as
modernas horas cronométricas; e, seja como for, a ausência de
cronômetros exatos significa que o tempo do dia era indicado em
termos mais gerais do que entre nós”[2].
Os
romanos computavam seu dia civil como período que se iniciava à
meia-noite, enquanto que os judeus reputavam-no como tendo início ao
pôr do sol. Considerando os dois modelos de contagem [3],
temos:
a)
Diaclaro
–
das
6 às 18 horas:
Primeira
hora = 6
a 7
da manhã;
Segunda
hora = 7
a8
da manhã;
Terceira
hora = 8
a 9
da manhã;
Quarta
hora = 9
a 10
da manhã;
Quinta
hora = 10
a 11
da manhã;
Sexta
hora = 11
a 12 Meio
dia;
Sétima
hora = 12
(meio dia) a 1
da tarde;
Oitava
hora = 1a
2
da tarde;
Nona
hora = 2a
3
da tarde;
Décima
hora = 3a
4 da
tarde;
Décima
primeira hora = 4
a 5
da tarde;
Décima
segunda hora = 5
a 6
da tarde, ou
18 horas.
a)
Dia
escuro
(noite)–
das
18
ou 6 da tarde, às
6
horas(manhã
do outro dia):
Em Mateus 14.25 encontramos: “Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar”.
Segundo Russell Champlin: “… os romanos dividiam a noite em quatro vigílias, de três horas cada uma, costume esse que evidentemente foi adotado pelos judeus desde os tempos de Pompeu, e que se reflete nas Escrituras do N.T. Essas vigílias começavam, respectivamente, às 18:00 horas, às 21:00 horas, às 24:00 horas e às 3:00 horas” [4]. Considerando o critério romano, portanto, como sendo a noite dividida em quatro vigílias, temos:
Primeira vigília = das 18 às 21 horas;
Segunda vigília = das 21 às 24 horas;
Terceira vigília = das 24 (0 hora) às 3 horas;
Quarta vigília = das 3 às 6 horas.
Então, podemos dizer que Jesus dirigiu-se para seus discípulos, andando por cima do mar, à noite, entre três e seis horas da manhã. E para exemplificar também o dia segundo o critério romano, citando o texto de Mateus 20.1-10, encontramos ali a parábola dos obreiros da vinha ou parábola dos trabalhadores. Considerando apenas o sentido literal da parábola temos os termos: “madrugada” (v. 1), equivalente a algum momento antes das seis horas; “hora terceira” (v. 3), equivalente às nove horas; “hora sexta e nona” (v. 5), equivalentes, respectivamente, às doze e quinze horas; e, finalmente, “hora undécima” (v. 6), equivalente às dezessete horas.
Neste e em outros exemplos, podemos perceber a palavra hora com o sentido de o momento (a hora) de algum acontecimento. Outros exemplos: “… Pai, salva-me desta hora…” (Jo 12.27); “… Simão, dormes? não podes vigiar uma hora?” (Mc 14.37); “E Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona” (At 3.1); “… E naquela mesma hora o seu criado sarou” (Mt 8.13) etc.
2.
Hora no
sentido profético/escatológico
Nas Escrituras vemos também a palavra hora
com o sentido profético, ou
seja, de
algum acontecimento a ser revelado no futuro. Sobre
isto, queria destacar alguns versículos e buscar entender seus
significados escatológicos.
a) Hora
da
volta
de Jesus:
Sobre
a hora
da vinda de Jesus,
encontramo-na
em
várias passagens dos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) e também
em João. Exemplo:
“Vigiai,
pois, porque não sabeis a que
hora
há de vir o vosso Senhor”
(Mt
24.42);
“… daquele
dia e hora
ninguém sabe...”(Mc
13.32);
“… porque
virá o Filho do homem
à hora
que não imaginais…”
(Lc
12.4).
Também
relacionada à ressurreição dos mortos encontramos em João: “…
vem
a hora
em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz…”
(Jo
5.28).
b)
Hora
da
recompensa
dos que
servem
a Jesus:
As várias etapas (da chamada de trabalhadores para a vinha do “Pai de família”) de Mateus 20, se assemelham ao “reino dos céus”, disse Jesus. Isto significa que há trabalhadores que trabalham mais tempo no Reino, outros menos e outros, ainda, muito menos. Mas todos receberão os seus galardões do “Dono da vinha”, tantos os que foram chamados de “madrugada” (v. 1), quantos os que foram chamados na “hora terceira” (v. 3), “hora sexta e nona” (v. 5) e ainda na “hora undécima” (v. 6), todos serão recompensados. Observe
que “horas”,
descritas na parábola, tem o sentido literal (tempo de trabalho) e
pagamento pelo mesmo, e
também profético, podendo
referir-se,
no sentido espiritual, aos
servos de Deus que
serão
recompensados pela
sua atividade no Reino de Deus, o Senhor da Vinha.
Portanto, para
Deus, uns servem desde criança, outros começam à meia idade e,
outros ainda, na velhice ou final da vida. Mas todos são alcançados
pela graça de Deus. “Assim
é a graça de Deus. A sua graça se adapta à necessidade,
juntamente com o seu desígnio de transformar o trabalhador, mas não
de acordo com os méritos do mesmo. Não
obstante, Deus não ignora totalmente o mérito, porque a recompensa
dos galardões será distribuída segundo o trabalho feito… O
‘dono’ não fizera qualquer promessa a estes últimos
trabalhadores, nem mesmo um salário segundo fosse ‘justo’. Não
obstante, receberam o galardão da promessa feito àqueles que haviam
trabalhado longa e arduamente... Ficamos certos, por ensinos como
estes, que o Todo-poderoso usa de benevolência, o que
basta para dar à existência humana uma grande significação...” [5].
Quando (a que hora?) será
a recompensa dos galardões? Será
após a volta
de Jesus: “E,
eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada
um segundo a sua obra”
(Ap 22.12).
c)
Última
hora
e
hora da
tentação
Quero
destacar aqui trêsreferências
que falam da palavra hora
no sentido de fim dos tempos e de
juízo:
“Porque
já é tempo[hora]
que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa
por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao
evangelho de Deus?”
(1Pe
4.17). A
expressão
“kairós”
(o
kairos tou)
é traduzida na versão que estou usando (ACF),
por tempo(o
tempo é chegado) e
em outras versões (como a NVI), por “hora” (é
chegada a hora).
Kairós
(do qual falaremos em outro momento) tem o sentido de tempo certo ou
oportuno. Percebe-se pelo texto que hora ou tempo ali expresso ou
ainda
não chegou apesar da expressão “já é tempo/hora”, ou
o final desta hora (julgamento) ainda também não chegou.
Mas
o certo é que o
julgamento
começa pelo povo de Deus. “Não
era ainda o fim… [e]
se
o julgamento é tão rigoroso para o povo de Deus, sua severidade
para os incrédulos é indescritível (17b, 18; cfr. Luc .23.31).
Mas o cristão tem um segredo que o incrédulo não tem.
Pode
entregar-se às mãos de Deus em inteira confiança, ciente de que
Ele não pode falhar” [6].
“Filhinhos,
é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também
agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é
já a última hora”
(1Jo
2.18).
Alguns
termos são importantes ser destacados neste verso: “últimahora”,
“anticristo”
e “anticristos”
(no plural). Primeiramente, a “última hora” já chegou? João
diz que sim, mas
ainda não terminou.
Como
sabemos disto? Porque Jesus ainda não voltou! Muitos “anticristos”
se referem aos inimigos de Cristo, que representa um grupo (ou parte
da sociedade) com índole anticristã, isto é, que
vive contrária à vontade e modo de pensar de Cristo. Como
eu disse aqui“…
João
reconhece que era esperado um único anticristo, [mas
nesta sua Carta]
ele dirige a sua atenção aos muitos anticristos que já apareceram
negando que Jesus é o Cristo, contrariando, assim, a verdadeira
natureza do Pai e do Filho... Os docetistas contemporâneos[de
João]não
davam crédito à humanidade de Cristo (2Jo 7), alegando que Ele
parecia ter a forma humana. Para João, eles eram a concretização
do espírito do anticristo”.
Anticristo, neste caso, é alguém que “… assalta
a Cristo propondo-se fazer ou
preservar o que Ele fez,
ao passo que O nega”
(Westcott) [7].
Mas,
há também o
anticristo,
um personagem maligno especial que recebe vários nomes da Bíblia,
como "filho
da perdição" (2 Ts 2.3; cf. Jo 17.12); “o
iníquo"
(2 Ts 2.8); a
“besta” (Ap 13) e outros.
“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra” (Ap 3.10). Esta palavra de promessa dita por Jesus a respeito da Igreja de Filadélfia, é muitas vezes interpretada pelos dispensacionalistas/pré-tribulacionistas como um livramento dos cristãos fiéis da Grande Tribulação que virá ao mundo. A Igreja de Filadélfia, que representa o último estágio da Igreja Cristã, segundo a interpretação dispensacionalista, é também um exemplo dos cristãos fiéis que serão arrebatados da terra antes deste momento. Este é um assunto que merece um artigo à parte. Por ora, pensando na hora a que se refere o texto, quero apenas dizer que embora se trate de um momento de um determinado acontecimento, a hora, no sentido expresso aqui ainda não chegou. Chegará de forma singular com muita provação para o mundo. Paulo fala deste momento como sendo “… a ira futura” (1Ts 1.10). A ira de Deus virá, mas o povo de Deus será livrado da (ou na?) mesma. Bem, livrado através do Arrebatamento? Veremos sobre isto em outro momento…
Concluindo, até aqui, tentei destacar neste artigo, a palavra hora em dois sentidos: como um momento mais preciso, uma divisão ou parte do dia de doze horas (dia claro) ou parte de uma vigília (dia escuro/noite). Mas também no sentido profético, futurístico, que aponta para a última hora ou a hora em que virão: a grande tribulação; o surgimento de muitos anticristos – além dos que já existiram ou existem – e o Anticristo (principal); a volta do Senhor; a ressurreição dos mortos; o fim do mundo…
Veja também o vídeo de André Sanchez a seguir, sobre a primeira parte do assunto, “como as horas eram contadas na Bíblia”.
Notas / Referências bibliográficas:
[1] As referências bíblicas utilizadas em todo o artigo são da versão A.C.F. - Almeida Corrigida Fiel. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br/acf>.
[2] BRUCE, Frederick Fyvie. Hora. Apud: SHEDD, R. P. (Editor). O Novo Dicionário da Bíblia, Vol. II. São Paulo: Vida Nova, 1979 (3ª ed.), pág. 723.
[3] Veja também o cronograma feito por Jesse de Barros, aqui.
[4] CHAMPLIN, Russell Norman. O Novo Testamento Interpretado: versículo por versículo. São Paulo: Hagnos. 2002, Vol. I, pág. 425 (comentário sobre Mt 14.25).
[5] CHAMPLIN (Nota 4): Comentário de Mateus 20.9, pág. 498.
[6] MCNAB, Andrew. In: SHEDD, Russel P. (Editor). O Novo Comentário da Bíblia, Vol. II. São Paulo: Vida Nova, 1963 (1ª ed.). Comentário sobre IPe 4.17.
[7] In: SHEDD (Nota 7). Comentário sobre 1João 2.18.