Depois do sexto bispo de Roma, Sixto, na lista de Eusébio (5, VI), aparece como seu sucessor o bispo “Telésforo, que também sofreu glorioso martírio”. E foi o “sétimo em sucessão desde os apóstolos”.
Quando Telésforo iniciou seu bispado? Segundo Eusébio (4, V), foi no décimo segundo ano do reinado de Adriano e quando Sixto havia cumprido seu décimo ano no seu episcopado de Roma.
Telésforo
é chamado, além de Bispo, por Eusébio, também de Papa e Santo Telésforo nos escritos católicos. O que
destacaremos a seguir, é um breve
compilado extraído
destas fontes: Ucatholic [2] e Portal São Francisco[3].
O Bispo
Telésforo ou Papa Teléforo ou ainda Santo Telésforo:
Como
bispo, enfrentou conflitos
com as comunidades não cristãs.
Deve-se
a ele as contribuições nas missas sobre:
- observância da Quaresma;
-
celebração
da Missa de Natal (durante a noite): celebrações natalinas;
-
instituição
de um jejum de sete semanas antes da Páscoa.
-
decreto
de que o hino
“Glória in Excelsis” fosse cantado exclusivamente durante a
Missa de Natal.
Sofreu o martírio.
Foi substituído, após seu martírio, por São Higino (136-140), conforme afirma o Portal São Francisco.
Quero, para finalizar, destacar uma doutrina cristã, a Quaresma, que foi inicialmente instituída pelo Bispo Telésforo, em forma de pergunta: um evangélico pode participar da quaresma [4]?, respondida no vídeo, cujo link vai a seguir: https://www.youtube.com/watch?v=DSU6HuzIEAk.
Notas / Referências bibliográficas:
[1] Na versão publicada pela CPAD em 1995, nas páginas 409/410, a editora fez uma lista de 29 bispos de Roma citados por Eusébio, e Telésforo é o número 7 da lista...
A
palavra
dialética,
conforme
costuma-se definir no campo da Filosofia, significa
o "caminho entre as ideias" e
“… consiste
em um método de busca pelo conhecimento baseado na arte do diálogo.
É desenvolvida a partir de ideias e conceitos distintos e que tendem
a convergir para um conhecimento seguro” [1].
Este
“conhecimento seguro” só será possível após diversos
diálogos, incluindo os
prós e os contras,
discussões gerais
e
finalmente,
a
chegada a um consenso ou
essência do
saber do objeto ou ideia em questão. Mas
longe de dar um veredito final ao resultado do objeto estudado, adialética
propõe “... um
modo de pensar que, ao privilegiar as contradições da realidade,
permite que o sujeito se compreenda como agente e colaborador do
processo de transformação constante através do qual todas as
coisas existem…”
(KONDER:
1998)[2].
A
dialética, que teve sua origem na Grécia Antiga, ou
com
Zenão
de Eleia
(c. 490-430
a.C.) ou
com Sócrates
(469-399
a.C.), tem
estado a serviço da Filosofia na Antiguidade, Idade Média, Moderna
e Contemporânea.
Para
os objetivos deste post, fixamos
apenas
nos pensamentos de Hegel e Marx. Com
Hegel
(1770-1831), segundo
o qual, a filosofia
veio a ser um tipo de teologia, a
sua dialética também
seguia por este caminho. Hegel percebe
que a realidade restringe as possibilidades dos seres humanos, que se
realizam como uma força da natureza capaz de transformá-la a partir
do trabalho do espírito. Sua
dialética
compunha
detrês
elementos: a
tese,
a antítese
ea
síntese.
A teseé
a afirmação inicial, a proposição que se apresenta; a
antítese
é
a refutação ou negação da tese, considerando
a contraditoriedade
daquilo que foi negado; e
asíntese
é composta a partir da convergência lógica (lógica dialética)
entre a tese e sua antítese. Essa síntese, entretanto, não assume
um papel de conclusão, mas sim como uma nova tese capaz de ser
refutada dando continuidade ao processo dialético…
A
dialética hegeliana enquanto teoria do conhecimento é aprofundada
pelo marxismo. Aqui o conhecimento é totalizante. Karl
Marx(1818-1883)
concorda com Hegel no aspecto do trabalho como força humanizadora.
Entretanto, para ele o trabalho dentro da perspectiva capitalista,
pós-revolução industrial assume um caráter alienante.
Marx
defendeu
que vivemos em um mundo onde tudo é material, não havendo o
sobrenatural.
Assim, são abolidas as noções espirituais e o transcendente. A
sociedade passa a ser explicada apenas em um ciclo de classes
opressoras e oprimidas. Defendendo a materialidade de tudo, os
valores morais também são reduzidos à materialidade, importando
apenas os bens econômicos. Não há respeito à dignidade única de
cada pessoa, sua liberdade, vida e escolhas.
O
comunismo seria um paraíso terrestre, uma sociedade idealizada. Em
prol de um futuro idealizado, sacrifica-se o presente[3].
O
marxismo procura ser científico, tentando
não depender
de uma filosofia. Acontece que não
consegue
escapar
de uma escolha filosófica prévia que por sua vez informa todo seu
desenvolvimento científico posterior. E esta escolha é um ato de fé
que corresponde ao ato de fé daquele que se vira para Cristo, mas
o dogmatismo
marxista não permite outra solução a não ser aquela aventurada
por Marx. Os marxistas fazem uma crítica cerrada àqueles que
aceitam a Bíblia (ou a tradição eclesiástica) como ponto de
partida para sua fé. No entanto, os ideólogos marxistas citam os
escritos de Marx e Engels como se fossem uma revelação divina.
A
critica
de
Marx à
religião como
“começo
de toda
crítica”, e
expressa
na conhecida frase “A
Religião é o Ópio do Povo”, é
uma orientação antirreligiosa
que
o torna, sim,
segundo Fulton
J. Sheen, o
Comunismo no
“ópio do povo”. Marxistas esperam que o povo troque a religião
pelo marxismo através da
revolução cultural.
O Comunismo engana o pobre com a esperança falaz de um paraíso terrestre…
O Comunismo é o ópio do povo porque adormece os pobres prometendo-lhes algo que nunca lhes pode dar, ou seja um paraíso terrestre. Mudando apenas uma palavra numa sentença de Lenine: ‘O Comunismo ensina aqueles que labutam toda a sua vida em pobreza a serem resignados e pacientes neste mundo, e consola-os pelo pensamento de um paraíso terrestre’. Singular espécie de paraíso esse, que é inaugurado pelo morticínio, pelo exílio e pelo confisco; estranha espécie de paraíso esse, que espera estabelecer a fraternidade pregando a luta de classes, e estabelecer a paz praticando a violência. Estranha espécie de paraíso esse que tem de recorrer ao temor e à tirania para impedir que alguém ‘escape’ dele[4].
Portanto,
como vimos aqui,
a ideologia e a dialética marxistas estão intimamente interligadas
ao saber numa autorreflexão hegeliana, embora encaixadas dentro do
esquema materialista.
Infelizmente,
há uma grande quantidade de “cristãos” achando que é possível
ser cristão e comunista ao mesmo tempo. Como
abrimos o post acima, “pode
ser que o comunismo esteja neste mundo hoje porque os cristãos não
foram suficientemente cristãos e as democracias não foram
suficientemente democráticas”,
já
dizia Martin
Luther King.